Afinal, o que mais importa na vida do que ser feliz? (por Bia Tannuri)

“NADA”! Diriam em coro com certeza todos aqueles que fossem perguntados.
Então, por que sofrer pelo inevitável?
Esperar pelo impossível?
Fingir o que não se sente?
Adiar o querer e viver no ontem na eterna espera do amanhã que nunca chega?
A felicidade não é uma utopia que só serve para ser venerada e desejada a distância, sendo destinada somente a seres irreais que não erram, porém não vivem.
Perde-se o bem mais precioso, que é o tempo, querendo tudo deixar resolvido, para só então depois pensar em como talvez fosse bom ser feliz. Só que o tempo não espera, ele passa e não volta.
O querer a felicidade é tão desejado, que se pode correr o risco de deixá-la passar na ansiedade por encontrá-la.
Passas a vida a buscar, buscas tanto que podes com ela cruzar e nem notar, por julgar que tenha que ser algo grandioso e inatingível para os pobres mortais. Esqueces que são as pequenas coisas que formam a tão almejada felicidade, não há receita nem formula, cada um sente a sua, a seu modo que é próprio e único.
As grandes obras são feitas em etapas de acordo com a inspiração do autor, que vai liberando a emoção na medida em que ela se apresenta e construindo o todo que é feito em pedaços.
A felicidade é a vontade de ser feliz e de por ela viver. É viver cada bom minuto como se o último ele fosse, mas com a sabedoria de eternizá-lo no coração da alma que sentirá as emoções de todos os instantes vividos e sentidos.
A vida é curta, e só tens uma, pelo menos uma de cada vez, então por que desperdiçar o que há de mais escasso, o tempo, com questões que não podes resolver?
Liberte-se da obrigatoriedade de felicidade eterna e queira ser feliz pelos segundos vividos e sentidos, afinal a vida é um todo que se vive em partes. Não se escreve um livro pulando os capítulos.

Bia Tannuri
biatannuri@gmail.com
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