Petroleiros capixabas prometem paralisação e reivindicam reajuste salarial

Cerca de 4 mil trabalhadores do setor petrolífero do Espírito Santo prometem iniciar uma greve por tempo indeterminado, caso as negociações de acordo coletivo com a Petrobrás não avancem. A data exata ainda não foi definida pelo Sindicato dos Petroleiros do Estado (Sindipetro), já que a última proposta de 3,25% de aumento salarial feita pela empresa ainda está em fase de votação.

De acordo com um dos diretores do Sindipetro, João Eduardo Matos Reis, o prejuízo pela paralisação será incalculável. “Nós vamos paralisar tudo, administrativo e operacional. Não tenho ideia de quanto será, mas o prejuízo vai ser muito grande. Vai envolver o Estado inteiro, vamos paralisar todos os setores. Todos os pontos importantes. Paralelamente a isso estamos fazendo paralisações surpresa em pontos estratégicos”, disse.

O diretor afirmou que além do reajuste salarial, a categoria reivindica mais segurança no setor e melhores condições de trabalho. “Nós estamos em período de campanha salarial e realizamos oito rodadas de negociação. O que nós queremos é o reajuste salarial e a segurança em meio ambiente, porque no últimos anos vêm acontecendo muitos acidentes na empresa”, garantiu.

Uma reunião na sede da Federação dos Petroleiros, no Rio de Janeiro, será marcada para definição do dia de início da greve. Enquanto isso, algumas paralisações estratégicas, de três ou quatro horas, em setores importantes para a produção serão realizadas pelos trabalhadores de surpresa.