Reunião entre representantes de militares e governo termina sem acordo sobre reajuste no ES

Uma proposta por parte da categoria foi apresentada e será analisada, segundo o secretário de Estado do governo, Tyago Hoffmann.

Depois de quase duas horas de duração, a reunião entre representantes do governo do Espírito Santo e de associações de militares no Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória, terminou sem acordo no início da noite desta quinta-feira (13). Uma proposta por parte da categoria foi apresentada e será analisada, segundo o secretário de Estado do governo, Tyago Hoffmann.

A categoria reivindica reajuste no pagamento, afirmando que os salários estão defasados há anos, em comparação com a inflação acumulada. O governo do estado ofereceu uma proposta de reajuste de 4% ao ano até 2022 mais reposição inflacionária anual, que não foi aceita pela categoria. Por isso, essa nova reunião foi marcada.

Reunião aconteceu no Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória

Reunião aconteceu no Palácio da Fonte Grande, no Centro de Vitória

Um dos representantes do militares que esteve na reunião, coronel Capita, explicou que o governo se recusou a receber o grupo chamado de Frente Unificada, que compõe representantes de sete associações de PMs, bombeiros e policiais civis. Concordou em receber apenas os militares.

“Os militares entraram na sala de reunião, disseram que não aceitavam participar sem a presença dos policiais militares, fizeram o ato formal de entregar a proposta da categoria ao governo e saíram. Tudo isso foi registrado em ata. Na verdade, tudo isso durou mais de uma hora simplesmente porque é tudo muito burocrático, pois apenas entregamos a proposta”, contou o coronel.

O militar explicou ainda que a categoria vem buscando um diálogo desde o início do governo Casagrande, cobrando o que foi prometido em campanha.

“Estamos buscando uma negociação, o governo está longe do que prometeu. Não se justifica, um Estado que tem nota A, o único com nota máxima em capacidade de pagamento, e manter o nosso salário tão defasado”, falou o coronel.

O secretário de Estado do governo, Tyago Hoffmann, que também participou da reunião, disse que a proposta apresentada pelos militares será analisada.

“Hoje foi uma reunião de continuidade da que começou na última segunda-feira com as entidades da Polícia Militar. Eles fizeram uma contraproposta, que vai ser avaliada. Nós ainda não conhecemos essa proposta, foi apenas apresentada. As equipes técnicas da Secretaria de Gestão e da Secretaria de Planejamento vão avaliar os número apresentados e muito em breve faremos uma nova reunião com eles, dando um retorno em relação a proposta deles e fazendo alguma outra proposta”, disse.

Hoffmann falou ainda que às 9h desta sexta-feira (14) vai receber representantes da Polícia Civil. O coronel Capita disse que militares também irão para o local, em uma tentativa de que a Frente Unificada seja ouvida desta vez.

“A gente tem uma esperança de que o governo se sensibilize com a categoria, cumpra com a promessa Queremos uma recomposição salarial e a dignidade dos nossos policiais de volta, para trabalharem mais tranquilos. Vemos redução no número de homicídios, mostrando o compromisso dos policiais com a sociedade, e precisam ser mais valorizados”, defendeu.

Ato no Centro de Vitória

Protesto de militares e policiais civis no Centro de Vitória — Foto: VC no G1

Protesto de militares e policiais civis no Centro de Vitória — Foto: VC no G1

Policiais militares, bombeiros e policiais civis, mobilizados por um grupo chamado de Frente Unificada, se reuniram em um ato no Centro de Vitória, na tarde desta quinta, para reivindicar reajuste salarial.

A insatisfação salarial da categoria já ocorre há anos. Fato que culminou com a greve da Polícia Militar em fevereiro de 2017.

O grupo se reuniu em frente ao Edifício Fábio Ruschi às 13h, de onde saíram em passeata até o Palácio da Fonte Grande. O trânsito ficou interditado durante o trajeto pela Centro da cidade, mas o grupo foi acompanhado de perto pela Guarda Municipal.

Por volta das 15h50, os manifestantes começaram a retornar para o Edifício Fábio Ruschi, onde estava marcada a reunião com o governo às 17h. Eles aguardaram no local, mas às 16h40 chegou a informação de que a reunião ocorreria no Palácio da Fonte Grande, então o grupo voltou para o local.

Militares e policiais civis em frente ao Palácio da Fonte Grande, em Vitória — Foto: VC no G1

Militares e policiais civis em frente ao Palácio da Fonte Grande, em Vitória — Foto: VC no G1