São Mateus em estado de alerta contra Dengue

Essa semana foram realizados os primeiros mutirões nos bairros Cacique e Bela Vista

O município de São Mateus acionou o estado de alerta para evitar que a Dengue atinja a população. Ações estão sendo desenvolvidas nos bairros e discutidas em reuniões localizadas, promovidas pela Secretaria de Saúde como as que foram registradas esta semana em Guriri e no Porto. As medidas acontecem na semana em que o Ministério da Saúde divulga que o Espírito Santo está entre os 11 estados brasileiros com possiblidade de surto da doença em 2020, junto com o Rio de Janeiro, na região sudeste.

O secretário de saúde de São Mateus Luiz Henrique afirma que o município está fazendo sua parte na prevenção à doença com palestras nas comunidades.

Em 2019 somente no Hospital Roberto Silvares que é referência de urgência e emergência no Norte, foram registrados 732 casos da dengue hemorrágica com a confirmação de duas mortes. Outra morte foi de um vereador de Ponto Belo, que chegou a ficar internado no Hospital Meridional. Até esta quinta-feira o município já havia registrado cinco casos suspeitos da doença segundo Folador, sendo que na quinta-feira pela manhã uma pessoa com suspeita da dengue deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (|UPA).

Prevenção

 Diante dos números de casos notificados no ano passado, o município de São Mateus além de intensificar as ações de combate aos focos do mosquito transmissor da Dengue, está elaborando palestras nas comunidades. Na semana que vem serão realizadas nos bairros Vila Verde e Alvorada segundo adiantou o secretário de Saúde. “Essas ações são importantes para orientar a população da importância de auxiliar nosso trabalho mantendo seu quintal limpo, sem dar condições de proliferação do mosquito”, adiantou.

Luiz Henrique disse ainda que o trabalho de prevenção também é importante levando-se em conta que a utilização de fumacê nem sempre atende todas as necessidades, daí a razão dos esclarecimentos que estão sendo oferecidos nas comunidades. “O importante é levar ao morador a importância de manter seu quintal limpo”, resumiu.   

 “A dengue é uma doença sazonal e o quadro é dinâmico e pode mudar em pouco tempo, mas, no momento, os nove estados do Nordeste e as regiões do Sudeste com grande contingente populacional pouco afetadas em 2019 estão no nosso alerta”, diz o Ministério da Saúde, Rodrigo Said.

Números

Em 2019, o Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue, com 782 mortes. No Espírito santo, foram 79.245 casos da doença e 43 mortes.

Já em 2020, dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) mostram que, até a última semana, o número de notificações já era de 1.177 casos, ou seja, o maior número desde 2013.

Na manhã de terça-feira (14), a Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde (Sesa) realizou a primeira reunião “Situação Epidemiológica da Dengue, Zika e Chikungunya”.

Na ocasião, foram apresentados os dados da situação epidemiológica dessas doenças em todas as regiões do Estado durante o ano de 2019.

Chikungunya

Na ocasião, o superintendente regional da Saúde de Vitória, Luiz Carlos Reblin, ressaltou que para além da dengue, há uma grande preocupação com os casos de Chikungunya, que podem aumentar.

Os sintomas da Chikungunya mais comuns são a febre alta e de início imediato, dores nas articulações, manchas na pele e vermelhidão nos olhos.

“Em 2019 muitas pessoas morreram vítimas de dengue, mas também temos que nos preocupar com a zika e com a Chikungunya, que são tão graves quanto” frisou Reblin.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Medeiros ressaltou que o número de casos de ambas as doenças costuma aumentar no verão. Por isso, é preciso reduzir o tempo de resposta para conter o avanço delas.

“O fato concreto é que enquanto não criarem a vacina, não adianta ter somente o fumacê. A gente precisa fazer ações de mobilização social que são fundamentais para combater o mosquito. Não há outra solução”, disse o secretário.

Para redução desse tempo de resposta, Luiz Carlos Reblin falou sobre a implantação do sistema e-SUS Vigilância em Saúde, um sistema de notificação compulsória de doenças.

A partir dele, profissionais das unidades de saúde que realizam o atendimento ao paciente farão a notificação imediatamente, possibilitando o acesso em tempo real das informações em saúde e, consequentemente, possibilitando ações mais precisas.

 

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Fonte: fanoticias