Prefeita de Presidente Kennedy, ES, vai continuar afastada por mais 90 dias

Amanda Quinta já chegou a ser presa e é investigada por recebimento de propina em troca de superfaturamento e direcionamento de contratos com a prefeitura.

TV Gazeta

A prefeita do município de Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, Amanda Quinta (sem partida), vai continuar afastada do cargo por mais 90 dias. A decisão é do desembargador Fernando Zardini. Amanda Quinta já chegou a ser presa e é investigada por recebimento de propina em troca de superfaturamento e direcionamento de contratos com a prefeitura.

O Ministério Público Estadual tinha pedido um afastamento de seis meses, sob o argumento de que a prefeita manteve contato com servidores do município, mesmo durante o tempo em que esteve presa. Mas a decisão do desembargador foi de afastá-la do cargo por três meses.

Prisão

Amanda Quinta foi detida em maio deste ano durante a Operação Rubi do Ministério Público Estadual, acusada de envolvimento com esquema de fraude em licitações e pagamento de propina e solta quatro meses depois, em setembro.

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na casa da prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na casa da prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O companheiro de Amanda, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, José Augusto de Paiva, continua preso.

Mesmo solta, ela não retornou às atividades na prefeitura, pois o ministro Antonio Saldanha Palheiro resolveu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares. Nessas medidas, ele determinou que Amanda não tenha envolvimento em negociações no município e nem contato com agentes envolvidos na investigação do Ministério Público.

Entretanto, mesmo afastada, ela continua recebendo o salário de prefeita. O prefeito interino de Presidente Kennedy, atualmente, é o vice Dorlei Fontão.

Operação Rubi

Apurações da Operação Rubi apontam que os contratos de limpeza urbana e de transporte público feitos no esquema, com evidências de superfaturamento, somam mais de R$ 150 milhões em quatro municípios do Espírito Santo, no período de 2013 a 2018.

  • Operação Rubi: confira como funcionava o esquema criminoso

A maior parte desse montante, R$ 105,7 milhões, é referente a contratos firmados entre quatro empresas investigadas e a Prefeitura de Presidente Kennedy.

As informações são do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça Judicial e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).