Marinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo no ES

Varredura acontece na manhã deste sábado (9). Primeiros fragmentos chegaram a Guriri, litoral de São Mateus, no Norte do Estado.

 

Por Eduardo Dias, Juliana Borges e Viviane Machado, G1 ES e TV Gazeta

 

Marinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo — Foto: Eduardo Dias/ TV GazetaMarinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

Militares da Marinha fazem uma varredura em Guriri, litoral de São Mateus, Norte do Espírito Santo, neste sábado (9), para recolher fragmentos do óleo que atinge o litoral do Nordeste. Os primeiros fragmentos chegaram ao litoral capixaba nesta quinta-feira (7), mas a confirmação de que se tratava da mesma substância foi dada um dia depois.

“Eles fazem a varredura a pé das praias para identificar esses fragmentos. São fragmentos bem pequenos, que não dá para identificar por veículos. Precisa de uma tropa, a pé, que vai identificando. Essa identificação é difícil”, explicou o superintendente do Ibama no Espírito Santo, Diego Libardi.

Marinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

Marinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

O Espírito Santo é o 10º estado brasileiro a ser atingido pelo óleo. Já foram afetados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Por ter sido encontrado em pequena quantidade, o óleo ainda não traz riscos para os banhistas no Estado. O material foi encontrado na quinta e na sexta-feira, em dois pontos da praia.

Marinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

Marinha faz varredura em Guriri para monitorar fragmentos de óleo — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

“Nós encontramos em Guriri pequenos e poucos fragmentos, menores que uma moeda de R$1, do óleo. Lamentavelmente encontramos esses fragmentos que foram confirmados pelo laboratório da Marinha. No princípio estamos em alerta, não há motivo para alarde. É uma quantidade extremamente ínfima e não gera riscos para os banhistas”, completou Libardi.

Ele explicou ainda o porquê de os fragmentos terem chegado primeiro em São Mateus e não em Riacho Doce, Conceição da Barra, na divisa com a Bahia. “As correntes marítimas, o clima, os ventos são fatores que podem alterar o curso dessa substância no mar”.

Fragmentos do óleo que chegaram à praia de Guriri, no Norte do Espírito Santo — Foto: Divulgação/Marinha

Fragmentos do óleo que chegaram à praia de Guriri, no Norte do Espírito Santo — Foto: Divulgação/Marinha

De acordo com a nota enviada pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama, foram encontrados e recolhidos pequenos fragmentos de óleo na praia de Guriri, em São Mateus, nesta quinta. As amostras da substância foram encaminhadas para o Instituto de Estudos do Mar (IEAPM), que confirmou ser o mesmo óleo encontrado na região Nordeste.

Uma base com profissionais dos órgãos ambientais especializados, militares do Exército e Marinha, além de voluntários, já foi montada em São Mateus para gerenciar ações com a chegada do óleo.

Base montada para combate ao derramamento de óleo em São Mateus — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

Base montada para combate ao derramamento de óleo em São Mateus — Foto: Eduardo Dias/ TV Gazeta

Manchas de óleo

As manchas de petróleo em praias do Nordeste começaram a aparecer no dia 30 de agosto, na Paraíba. A substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas.