Jovens ganham oportunidade de primeiro emprego com o programa lançado pelo Governo

Jovens ganham oportunidade de primeiro emprego com o Programa #VerdeAmarelo

Douglas Machado assina sua primeira carteira de trabalho
– Foto:
EBC

O mercado de trabalho exige especialização e experiência, mas o jovem à procura do primeiro emprego não consegue ainda oferecer nem uma coisa, nem outra. A consequência é que eles são a parcela da população que mais sofre com o desemprego. Para mudar esse cenário, o presidente Jair Bolsonaro lançou, nesta semana, o programa Verde e Amarelo e a Estratégia Nacional de Qualificação. As iniciativas devem beneficiar quatro milhões de pessoas em três anos e têm como foco incentivar a contratação de jovens de 18 a 29 anos,.

A busca por um emprego era a luta de Douglas Machado. Mas, nesta semana, ele assinou sua carteira de trabalho. Aos 17 anos, conseguiu seu primeiro emprego formal. “Eu fazia um bico num buffet. Agora, espero que mude tudo na minha vida, que eu comece a fazer minha história e ajude minha família. Eu queria ser advogado, mas vou começar agora como administrativo. Estou muito feliz e minha mãe está orgulhosa de mim”, relatou o jovem.

 Centenas de milhares de outros jovens poderão ter a mesma oportunidade de Douglas com o programa Verde Amarelo. Esse é o sonho de Igor Souza. “Hoje eles estão exigindo bastante experiência, mas você adquire experiência no serviço. Na faculdade, você aprende na tese. No serviço, na prática”, observou o jovem que trabalhou como Jovem Aprendiz.

O plano do governo é baratear o custo do emprego com o programa. Os empregadores ficam desobrigados de recolher, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a contribuição patronal de 20% em cima da folha de pagamento dos funcionários. Também não precisarão recolher 8% para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e sim 2%. A multa, no caso de demissão sem justa causa, pode ainda ser negociada e, se acertada em comum acordo com o empregado, ser reduzida de 40% para 20%.

Os contratos terão validade de até dois anos. O salário não pode ser superior a 1,5 salário mínimo e todos os direitos constitucionais, como férias e 13º, estão assegurados. As empresas poderão ter até 20% do quadro de funcionários nessa modalidade de contratação, mas ela vale apenas para novos empregados. Não será permitido fazer substituição.

Qualificação

O programa abrange também a qualificação dos jovens e profissionais. “Não é fácil. Eu só tenho 18 anos e eles cobram vários cursos. Cada empresa procura uma coisa diferente e eu tenho que me adequar às necessidades da empresa”, relatou Gustavo Sabbadil, que também procura emprego.

O jovem está certo. A country manager de uma multinacional no Brasil, Cristiane Bianco, responsável em representar e levar uma empresa a um novo país, contou que há vagas que a empresa não consegue preencher.

“A maioria dos brasileiros consegue ler um e-mail, solta uma palavra aqui ou ali, mas não tem habilidade de comunicação ou de participar de uma negociação em inglês. Vem sendo um problema muito sério pra essa oferta enorme de multinacionais que a gente tem no Brasil”, afirmou.

Para modificar essa realidade, o programa Verde Amarelo também vai investir na capacitação profissional. Em quatro anos, 4,5 milhões de trabalhadores serão qualificados. A meta é que 50% desses trabalhadores ingressem no mercado de trabalho.

A gerente de treinamento Yolanda Brandão concordou que esse é o caminho certo para o país. “O mais importante é que a gente encontre maneiras de o jovem continuar estudando, ter sua formação adequada e um trabalho”, disse.