Jovem que morreu após usar drogas em rave no ES era quem vendia a substância, diz polícia

Filippe Siqueira Krohling ficou internado por nove dias, mas morreu no dia 21 de outubro, após uso de drogas em rave em Guarapari. Peritos descartaram uso de mescalina.

O estudante de engenharia Filippe Siqueira Krohling, que morreu no dia 21 de outubro – nove após consumir drogas em uma festa rave de Guarapari – foi quem levou as drogas para serem vendidas e consumidas durante o evento. No entanto, o uso da mescalina, droga mexicana que inicialmente foi apontada como possível responsável pelos problemas, foi descartado.

De acordo com a Polícia Civil, que realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (12) sobre o caso, Filippe, de 24 anos, havia comprado ecstasy para revender. Além dele, outros dois jovens que consumiram a substância também passaram mal e precisaram ser hospitalizados, mas tiveram alta depois de uma semana.

Filippe Siqueira Krohling, que morreu após o uso da droga, foi também quem vendeu os entorpecentes — Foto: Divulgação/Rede Social

Filippe Siqueira Krohling, que morreu após o uso da droga, foi também quem vendeu os entorpecentes — Foto: Divulgação/Rede Social

De acordo com o delegado do Departamento Especializado de Narcóticos (DENARC), delegado Diego Bermond, Filippe comprou a droga de outro Estado por meio dos Correios. Já a mochila com entorpecentes que ele carregava na rave não foi encontrada.

Há indícios de que o estudante já havia comercializado drogas sintéticas em outras ocasiões. “Temos inquérito instaurado para e já sabemos qual Estado da federação encaminhou esse entorpecente”, pontuou o delegado. Ele também explicou:

“Temos a confirmação de que numa festa rave que aconteceu este ano em Guarapari ele já havia comercializado substâncias sintéticas. Ele não sabia da gravidade da droga, se ele soubesse ele não teria ingerido essa substância fatal, que ocasionou a morte dele e o coma dos dois amigos dele”.

Mescalina foi descartada

As suspeitas de que a mescalina havia sido misturada ao ecstasy foram descartadas após a realização de exames de sangue e de urina em Filippe. É o que explicou o perito oficial criminal Fabrício Pelição.

“Foram pesquisadas quase 100 substâncias diferentes, na qual a gente detectou a presença e álcool, maconha e ecstasy e descartou a presença de outras, inclusive a mescalina”.

O perito também deixou claro os perigos do consumo de substâncias de origem e procedência desconhecidas. “As drogas sintéticas são produzidas em laboratórios clandestinos e não seguem um padrão nem de matéria prima, nem de quantidade de princípio ativo e nem de formato”.