Foz do Rio Mariricu, no Norte do ES, é fechada para proteção contra fragmentos de óleo

O trabalho é uma prevenção, pois foram encontrados fragmentos que possivelmente são do óleo na água e também na Praia de Barra Nova, onde o rio deságua.

 

 

A Foz do Rio Mariricu, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, foi fechada por funcionários da prefeitura na tarde deste sábado (9), após autorização do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema). O trabalho é uma prevenção, pois foram encontrados fragmentos que possivelmente são do óleo na água e também na Praia de Barra Nova, onde o rio deságua.

  • Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema

Foz do Rio Mariricu, em São Mateus, foi fechada para tentar impedir contaminação de óleo — Foto: Eduardo Dias/TV Gazeta

Foz do Rio Mariricu, em São Mateus, foi fechada para tentar impedir contaminação de óleo — Foto: Eduardo Dias/TV Gazeta

O pescador Valdomiro de Sena tira o sustento do rio há 40 anos. Ele teme o que pode acontecer se a água for contaminada.

“Vai acabar o caranguejo, o siri, peixe também, ostra. Vai acabar com tudo”, acredita.

Bem perto do Rio Mariricu, militares da Marinha recolheram materiais suspeitos na Praia de Barra Nova, na tarde deste sábado.

“Desde quando falaram que estava na Bahia, a gente já ficou com medo. Já suspeitávamos que iria chegar aqui”, falou o comerciante Gilson Oliveira, que acompanhou os trabalhos.

Além da Praia de Barra Nova, fragmentos também foram recolhidos para análise na Praia de Urussuquara, também em São Mateus. Os resultados ainda não foram divulgados.

Na Praia de Urussuquara, funcionários da Prefeitura de São Mateus usaram roupas especiais para coleta de fragmentos de óleo. Os fragmentos foram também encontrados na Praia de Guriri, onde já foi confirmado que realmente se trata do óleo que contaminou as praias do Nordeste.

Praias ainda estão liberadas

Apesar de terem sido encontrados fragmentos do óleo, nenhuma praia de São Mateus foi interditada para banho. A notícia da chegada da substância também não assustou os turistas, que lotaram as areias neste sábado ensolarado.

O superintendente do Ibama no Espírito Santo, Diego Libardi, explicou que não é o momento de se fazer alarde.

“As praias estão liberadas para uso. Esses pequenos fragmentos não têm uma capacidade poluidora para inviabilizar o uso da praia, eles não contaminam a praia. Nós vamos continuar o monitoramento para verificar a continuidade dessa ocorrência. Se nós identificarmos o agravamento da situação, nós vamos comunicar a população e tomar as medidas necessárias. Ressaltando que qualquer ocorrência que qualquer cidadão encontrar, ligar para o telefone 185 da Defesa Civil que uma equipe irá ao local”, explicou.

Praia de Guriri lotada neste sábado, 9 de novembro — Foto: Eduardo Dias/TV Gazeta

Praia de Guriri lotada neste sábado, 9 de novembro — Foto: Eduardo Dias/TV Gazeta

Manchas de óleo

As manchas de petróleo em praias do Nordeste começaram a aparecer no dia 30 de agosto, na Paraíba. A substância é a mesma em todos os locais: petróleo cru. O fenômeno tem afetado a vida de animais marinhos e causado impactos nas cidades litorâneas.

O Espírito Santo é o 10º estado brasileiro a ser atingido pelo óleo. Já foram afetados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.