Professores do Espírito Santo poderão ter plano de carreira; entenda

O deputado estadual Sergio Majeski (PSB) quer mudar a Constituição do ES e obrigar o Governo do Estado a elaborar um plano de carreira para o magistério. A proposta é equiparar o salário dos professores com curso superior da rede pública à média dos profissionais com graduação equivalente – essa média de vencimentos, hoje, é de R$ 5,4 mil. Outros nove deputados assinaram a PEC de Majeski, que começou a tramitar esta semana na Assembleia Legislativa.

O histórico da relação entre professores e poder público não é lá dos melhores, regra geral, em todo o país. O piso nacional da categoria é de parcos R$ 2,5 mil para professores que só concluíram o ensino médio – carga horária 40h semanais. Aqui no ES, o piso é melhor, ou, menos pior. Para 25h semanais, a rede estadual remunera R$ 2,2 mil (seriam R$ 3,3 mil para 40h).

O calo aperta ainda mais na rede municipal de ensino. O piso é de cerca de R$ 1,6 mil, mas 30 cidades não conseguem pagar nem isso à categoria.