Sexualidade na velhice pode aumentar a qualidade de vida

A atividade sexual contribui para o autocuidado, para o aumento da consciência corporal e da autoestima, incentiva a busca e a manutenção do convívio social e desempenha um papel importante durante toda a vida adulta. Segundo o psicólogo Gustavo Souza muitos padrões de comportamento limitam a sexualidade humana a um período compreendido entre o início da fase adulta e a “meia idade”, porém, a atividade sexual na velhice traz muitos e importantes benefícios, ainda que seja necessário se “reinventar”, conforme a condição de saúde da pessoa idosa.

“Quando a pessoa envelhece mantendo-se saudável, ou seja, com autonomia e independência preservadas, prolonga a sua atividade sexual. Muito embora, diante das alterações psicofísicas vividas com o processo de envelhecimento, tenha-se uma diminuição da freqüência dessa atividade, o desejo continua preservado. Assim, ao se envelhecer é preciso dar novo sentido a experiência sexual, a expressão da sexualidade, que, diga-se de passagem, não se restringe somente ao ato sexual propriamente dito. A sexualidade está mais ligada à comunhão, às trocas, ao tocar e se deixar tocar, a dar e receber prazer, ao contato com o outro numa intimidade e relação de benefícios mútuos”, ressalta o psicólogo.