Polícia Federal prende mulher que chefiava assaltos em agências dos Correios no Espírito Santo

Foto: TV Vitória

Uma ação da Polícia Federal capixaba prendeu, nesta quinta-feira (05), uma mulher de 33 anos suspeita de chefiar grandes assaltos as agências dos Correios. A segunda fase da chamada Operação Godmother contou com a partição de oito policiais para desarticulação do grupo responsável pelos constantes roubos.

Segundo informações da Delegacia de Combate a Crimes Contra o Patrimônio e Tráfico de Armas (DELEPAT), responsável pela investigação, a suspeita é mãe de seis filhos e moradora do bairro de Jabaeté, na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. Apesar da vida aparentemente comum, ela era responsável por comandar um grupo de criminosos e chefiar as ações.

A suspeita foi identificada após a polícia notar a ligação dela com muitos presidiários, durante as investigações dos crimes contra os Correios nos anos de 2017 e 2018. Com diligências nos locais de crime, depoimento de testemunhas e interrogatórios de presos, comprovou-se que ela tinha posição de comando no grupo, sendo respeitada pelos assaltantes, oferecendo hospedagem, logística (veículos) e facilitando a obtenção de armas, além de apresentar criminosos que não se conheciam anteriormente.

O esquema

Além de comandar as ações, a mulher também chegou a participar diretamente de roubos às agências de Viana e Venda Nova do Imigrante, nos meses de fevereiro e março de 2017, e Domingos Martins, nos meses de março e julho de 2018. A suspeita também providenciou veículos para os crimes e permaneceu do lado de fora das agências, vigiando o local e se comunicando com os criminosos por telefone celular, avisando caso alguém entrasse no local.

A Polícia Federal explica que o grupo agia da seguinte forma: Eles rendiam os funcionários e clientes da empresa pública, aguardavam o mecanismo de retardo do cofre para abri-lo e supostamente tranquilizar as vítimas dizendo que só querem o dinheiro do governo.

Crimes

A presa está sendo investigada por lavagem de dinheiro do produto dos crimes cometidos pelo grupo e responderá pelos crimes de roubo qualificado e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas poderão chegar até 13 anos de reclusão por cada roubo.