No Espírito Santo, mais de 700 mil pessoas estão com o nome no SPC

No Espírito Santo, 723 mil pessoas estão com o nome do SPC. A informação é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Vitória. De agosto do ano passado para agosto desse ano, o número de inadimplentes no Estado aumentou em mais de 40 mil pessoas.

A aposentada Scheyle Macedo faz parte desta estatística. Ela contou que acabou se ‘enrolando’ com as dívidas.

Tá muito difícil pra pagar as contas. Você paga as principais, as mais necessárias, e deixa as menos necessárias. Tive que fazer acordo, parcelei, e tô pagando até hoje. A gente acaba tendo que empurrar com a barriga, mas com saúde e perseverança a gente vence“, falou.

O diretor do SPC no Espírito Santo, Geraldo Calezani, explicou que o desemprego no Estado ainda é grande e isso acaba contribuindo para o endividamento.

A gente acreditava que esse ano seria o início da retomada da economia, mas isso acabou não acontecendo. Isso deixou o mercado meio parado, a movimentação não foi tão grande, e quando não aparecem novos postos de trabalho, os consumidores não conseguem quitar esses débitos“, falou.

Seu Altamiro Rodrigues, por exemplo, está desempregado desde abril. Todo dia ele vai ao Sine atrás de emprego, pois as contas já estão atrasadas. “Tento correr atrás do prejuízo, procuro alguma coisa pra trabalhar“, disse.

A boa notícia é que o capixaba quer pagar as dívidas. Na pesquisa realizada pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas da Grande Vitória, o apontado foi que 70% dos inadimplentes pretendem limpar o nome até o final do ano.

A cozinheira Andreia Vieira, por exemplo, contou que já traçou uma estratégia para isso. “Nada que umas boas horas extras e um trabalhinho a mais não ajudem, a gente vai dar um jeito de pagar“, garantiu.

Dicas

O diretor do SPC deu dicas para quem quer sair do endividamento ainda em 2019.

A pessoa pode receber o 13º, dinheiro de férias, e utilizar esse recurso para quitar essa dívida com desconto ou então fazer uma renegociação, dividir e pagar a primeira parcela para ter o nome reabilitado novamente”, falou.

Calezani ainda deu outras duas dicas: a primeira é o endividado tentar renegociar direto com a empresa, porque pode ser vantajoso para ambas as partes. A segunda é usar o dinheiro do FGTS que o governo liberou para quitar parte da dívida ou a dívida toda.