Casos de sarampo crescem 18% e população deve ficar atenta aos sintomas

O Ministério da Saúde anunciou na quarta-feira (4) um aumento de 18% nos casos registrados de sarampo no país. O Espírito Santo confirmou até o momento, um caso da doença. A recomendação é que as pessoas fiquem atentas à vacinação, que é uma forma de prevenir o contágio da doença.

Em 90 dias, o Brasil já notificou 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 estados do país. Também segundo o balanço do Ministério, quatro óbitos já foram registrados: três em São Paulo e um em Pernambuco.

Segundo a coordenadora do pronto socorro da Santa Casa de Misericórdia Cachoeiro, Natalia Caliari, o sarampo é uma doença que é tratada com medicação sintomática, repouso e hidratação. “Mas é importante saber que ela é uma doença evitável, que pode ser prevenida com a vacinação. Esse surto se deve principalmente pela diminuição dos níveis de cobertura vacinal. Por ser uma doença altamente contagiosa vem a grande preocupação porque realmente o número de casos da doença pode aumentar muito”

A doença

O Sarampo é uma doença infecciosa grave que pode ser fatal. É causada por um vírus e sua transmissão ocorre através do contato com gotículas do nariz, da boca ou da garganta da pessoa infectada, quando ela tosse, espirra ou respira próximo de outras pessoas.

Entre os principais sintomas da doença estão: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar. Em torno de 3 a 5 dias também podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo.

O único meio de evitar o sarampo é através vacina. Para a infectologista Nathália Luzório, o que tem acontecido é que as pessoas tem deixado de se vacinar. Por conta disso a doença voltou a aparecer, o que acaba colocando em risco o resto da população, principalmente as crianças.

Caso seja diagnosticada a doença, deve-se evitar o contato com outras pessoas principalmente com crianças que ainda não foram vacinadas e pessoas com problemas de imunidade. “Se todo mundo for vacinado a gente consegue erradicar novamente a doença”, explicou.