“Isso foi um crime. A Câmara matou o Dia do Evangélico”, desabafa Jessuí da Cesan após cancelamento de feriado

Barra de São Francisco amanheceu na terça-feira, 20 de agosto, em meio a uma polêmica. Isso porque a LEI N° 0508/2013, de autoria do vereador Jessuí da Cesan, que estipulou o dia 31 de outubro como sendo feriado municipal do Dia do Evangélico Francisquense, foi cancelada durante votação na Câmara.

O pedido do cancelamento, segundo o vereador Mulinha, partiu da própria AME ( Associação de Ministros Evangélicos) e de membros da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas).

Para contornar a situação, Mulinha chegou a apresentar a mudança do feriado para o dia 30 de novembro, mas só o vereador Rafael Malaquias o acompanhou no voto.

A decisão pelo cancelamento, aprovada pela maioria na Câmara, dividiu internautas entre os que aprovaram a decisão e outros que se revoltaram.

Há quem defenda que o feriado atrapalha o comércio e outros que acreditam que a permanência da data seria uma forma de prestigiar e reconhecer a importâncias dos evangélicos no município.

AUTOR DO PROJETO CRITICA DECISÃO DA CÂMARA

O ex-vereador Jessuí Albino Gonçalves, o Jessuí da Cesan, lembrou que o projeto que criou o feriado foi aprovado por unanimidade em 2013 e que teve uma participação efetiva da AME na época nas ações realizadas pelas igrejas para a criação da data comemorativa. Diante do ocorrido, ainda revoltado, Jessuí aproveitou o espaço e criticou duramente decisão de cancelar o feriado do “Dia do Evangélico Francisquense”.

Até agora não entendi o motivo da Câmara tomar essa decisão de acabar com o Dia Do Evangélico. Como autor do projeto não fui ouvido por nenhum parlamentar. Foi um retrocesso não ouvir a população ou fazer uma audiência pública antes de tirar um dia comemorativo de um povo que ajuda a lutar pelo bem-estar e vida espiritual de Barra de São Francisco. Na verdade, minha vontade é desejar os pêsames para a comunidade evangélica, pois pra mim isso foi um crime. A Câmara matou o Dia dos Evangélicos”, encerrou ele

Lembrando, que mesmo aprovada, a lei que cancela o feriado do “Dia do Evangélico Francisquense precisa agora ser sancionada pelo prefeito Alencar Marim. Portanto, os defensores da permanência do feriado ainda podem ter um pouco de esperança.

Veja repercussão do cancelamento