Funcionários dos Correios aceitam pedido do TST e adiam greve

Em assembleia realizada na noite da quarta-feira (31), funcionários dos Correios de São Paulo rejeitaram a proposta de greve e afirmaram que devem continuar em negociação com a direção da empresa.

O Sintect (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba) informou que a categoria segue em estado de greve até o dia 31 de agosto, prazo estabelecido para o final das negociações.

Por meio de nota, o Sindicato dos Correios de São Paulo também confirmou que o acordo coletivo foi prorrogado até o dia 31 de agosto. Enquanto isso, negociações continuam.

O vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Renato de Lacerda Paiva, propôs, durante a assembleia a prorrogação dos termos do atual acordo coletivo de trabalho da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) até 31.

Representantes dos trabalhadores dos Correios estão desde o início de julho participando de reuniões com a ECT na tentativa de aprovar o novo Acordo Coletivo, no entanto, a empresa só apresentou propostas de retirada de direitos e reajuste de 0,8%, bem abaixo do índice da inflação.

A categoria reivindica, além da reposição da inflação do período (3,62%), a manutenção dos direitos conquistados, bem como revisão das mensalidades do plano de saúde e a não privatização dos Correios, por entender que se trata de uma empresa estratégica para o desenvolvimento nacional e patrimônio do povo brasileiro.

Segundo o sindicato dos funcionários dos Correios, a empresa havia proposto a modificação de 45 cláusulas referentes a benefícios, ajustes salariais e horas extras.