Detran exonera servidores presos em operação do Gaeco no Espírito Santo

Os três servidores do Departamento de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) presos durante a Operação Replicante, do Ministério Público Estadual (MP-ES) foram exonerados. A decisão foi publicada no Diário Oficial dessa segunda-feira (5). O prejuízo causado pela quadrilha é avaliado em R$ 100 milhões.

A operação aconteceu na última quinta-feira (1º) e desmontou um esquema que envolvia despachantes, pessoas que falsificavam os documentos e entregavam a esses despachantes, e funcionários do Detran. Além dos três servidores, outros 37 funcionários do Detran são investigados.

Operação prendeu três servidores do Detran-ES — Foto: Divulgação/MP-ES

Operação prendeu três servidores do Detran-ES — Foto: Divulgação/MP-ES

Dos servidores exonerados, dois exerciam cargo comissionado de Agente de Serviço II, da Ciretran de Mimoso do Sul, e uma mulher ocupava o cargo comissionado de chefe de PAV de Apiacá, unidade vinculado à Ciretran de Mimoso do Sul.

Fraude

A quadrilha é suspeita de fraudar registros de 895 veículos no Detran. As investigações apontam que foram feitos registros de veículos em nome de mais de 400 pessoas (“laranjas”), utilizando notas fiscais falsas com números de chassis (identificação dos veículos) correspondentes a veículos exportados ou comercializados ao Exército Brasileiro.

Fraude encontrada no sistema do Detran-ES — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A fraude é estimada em R$ 100 milhões. Para o Ministério Público, os criminosos cometiam a fraude para:

  • Mostrar legalidade de veículos que sejam produto de outros crimes (“esquentar veículos roubados/furtados”);
  • Praticar estelionatos contra seguradoras, fazendo comunicação falsa de crime para recebimento do prêmio (“golpe do seguro”);
  • Realizar financiamentos de veículos inexistentes (“golpe do financiamento”);
  • Realizar alteração de característica de veículo (“inserção irregular de eixos”).