Vereadores de Nova Venécia são alvo de investigação do Ministério Público

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de Nova Venécia, instaurou na última sexta-feira (19), investigação para apurar supostos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude processual, organização criminosa e concussão, praticados na Câmara Municipal de Nova Venécia. Dois vereadores da cidade, um ex-vereador e dois advogados estão sendo investigados.

A Operação Hígia consistiu no cumprimento de mandados de busca e apreensão dos aparelhos celulares dos vereadores Luciano Pereira dos Santos, conhecido como “Cabo Tikeira”, e Josiel Santana, conhecido como “Biel da Farmácia; além dos advogados José Fernandes Neves e Josué de Sá Rodrigues; e do ex-vereador Ronaldo Mendes Barreiros. O nome da operação faz referência à deusa grega da saúde, em razão de supostas irregularidades na marcação de consultas médicas.

Ronaldo e “Biel da Farmácia” passaram por procedimento de cassação na Câmara de Vereadores de Nova Venécia. O primeiro, em razão da subtração de um notebook da Casa; e o segundo, por possíveis irregularidades na marcação de consultas na rede de saúde do município. O MPES apura suspeitas de fraude processual no procedimento de cassação do vereador Biel, que foi absolvido pelo Legislativo municipal.

Relator do caso na Câmara, Ronaldo afirmou, em diálogos telefônicos, que “salvou” Josiel Santana de ser cassado, porque trabalhou para concluir pela absolvição do vereador. Ele afirma ter pedido ao advogado de “Biel da Farmácia” que elaborasse um parecer isentando o colega de possíveis irregularidades. Em razão disso, também cobrou uma contrapartida de Josiel, integrante da comissão que analisava o processo de cassação de Ronaldo. As investigações continuam para apurar outras irregularidades detectadas.