Cobrança pode chegar até R$ 19,9 mil. Campanhas de vacinação alertam sobre a importância da imunização na prevenção das doenças.

Larissa Agnez / Folha Vitória

Dados do Ministério da Saúde apontam que a vacinação infantil em 2019 teve o menor índice nos últimos 16 anos. Por isso, o governo tem adotado práticas para reverter a situação, e pais que não vacinarem seus filhos poderão ser multados em até R$ 19,9 mil, o equivalente a 20 salários mínimos.

Desde o nascimento até os 14 anos de idade, a criança deve receber aproximadamente 30 doses de diferentes vacinas, que oferecem proteção contra doenças como o sarampo e a poliomielite.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que quando há recomendação da autoridade sanitária, pais e responsáveis devem vacinar os pequenos, caso contrário deverão ser punidos. Atualmente, crianças de 6 meses a seis anos estão na lista do grupo prioritário para a vacinação contra a gripe.

Algumas pessoas tem questionado a eficácia da imunização, mas os especialistas garantem que já ficou comprovado, ao longo dos anos, que o melhor é garantir a proteção.

Importância da vacina

De acordo com a infectologista, Rúbia Miossi as vacinas agem estimulando o sistema imunológico a gerar anticorpos para combaterem doenças infecciosas, garantindo a imunidade. “As vacinas protegem o corpo humano contra vírus e bactérias e são um dos meios mais eficientes de prevenção de doenças”, destaca a médica.

A especialista afirma que o Ministério da Saúde possui um sistema de vacinação muito eficaz com calendário específico para cada fase da vida, iniciando desde o nascimento até a terceira idade. “Para vacinar, é necessário levar a criança até um posto ou Unidade Básica de Saúde com o cartão de vacinação. O ideal é que as doses sejam administradas na idade adequada”, orienta a infectologista.