Polícia prende piloto de helicóptero e outros dois integrantes de quadrilha que fazia tráfico aéreo

Suspeitos foram abordados e presos na praça de pedágio em Boituva — Foto: Divulgação/PF
Suspeitos foram abordados e presos na praça de pedágio em Boituva — Foto: Divulgação/PF

Por Arcílio Neto, TV TEM e Geraldo Jr.,G1

A Polícia Rodoviária prendeu no fim da tarde deste sábado (13), em Boituva (SP), três homens suspeitos de integrar uma quadrilha de traficantes que fazia transporte de cocaína com um helicóptero avaliado em R$ 4 milhões. Foram presos o piloto da aeronave, Dejair Alves da Silva, Welington Santana Furtuoso, que atuava como batedor e Luiz Alberto Souza Alves, apontado como traficante.

As prisões são um desdobramento da operação Flying Low, deflagrada na madrugada deste sábado (13), quando a PF apreendeu o helicóptero carregado com cerca de 500 quilos de cocaína em um canavial em Presidente Prudente (SP), no momento em que a aeronave era reabastecida.

Durante a madrugada foram presos em flagrante o dono do helicóptero, Danilo Sousa Novais, e Mariana Wiezel Batista, que ficava na rodovia para avisar sobre a chegada da polícia.

O namorado dela, Thiago Santana da Silva, responsável por abastecer a aeronave, está foragido. Também está foragida Vânia de Souza Novais, mulher de Luiz Alberto.

Segundo a polícia, o piloto e traficante, Dejair Alves, chegou a fugir do canavial durante o flagrante da PF, mas foi preso horas depois em Boituva com os outros dois integrantes da quadrilha.

A Polícia Rodoviária chegou até os suspeitos após monitorar as placas dos dois carros usados na fuga. Na praça de pedágio na altura do quilômetro 111 da Rodovia Castello Branco a polícia montou um bloqueio e conseguiu fazer a abordagem dos suspeitos.

Segundo a polícia, o trio não estava armado. Com eles foram apreendidos cinco celulares e R$ 8,9 mil em dinheiro.

Eles foram levados para a sede da Polícia Federal em Sorocaba (SP), onde devem prestar depoimento.

Tráfico aéreo

Segundo o chefe da delegacia da PF em Presidente Prudente, Daniel Coraça Júnior, a operação Flying Low foi deflagrada com o objetivo de combater organização criminosa envolvida com tráfico de drogas realizado por vias aéreas.

O nome da operação (voando baixo) refere-se ao modo como a quadrilha fazia o deslocamento aéreo, em baixas altitudes para fugir de radares. O helicóptero usava até um equipamento avaliado em R$ 1 milhão que permitia voos noturnos.

A organização criminosa fazia cerca de duas viagens por semana, em que buscava a droga no Paraguai e a levava para o estado de São Paulo.

Além das prisões, a polícia apreendeu armas, veículos e dinheiro. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos de integrar a quadrilha em São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá e Presidente Prudente. Nesses imóveis a polícia encontrou galões, notas fiscais de combustível para aviação e documentos que detalham a complexa operação de tráfico.

Segundo o delegado da PF, a operação deflagrada neste sábado atacou o ponto frágil da quadrilha, que era exatamente o momento do abastecimento da aeronave, feito de maneira improvisada no canavial. “Era o momento que a quadrilha mais ficava vulnerável”, afirma.

Há informações de que a quadrilha também abastecia o helicóptero em uma cidade do Paraná. Segundo a PF, o helicóptero está com documentação regularizada.

As investigações sobre a quadrilha duraram um ano. De acordo com o delegado regional de investigação, Marcelo Ivo de Carvalho, o patrimônio da quadrilha totaliza aproximadamente R$ 20 milhões.

Helicóptero era abastecido em canavial em Presidente Prudente — Foto: Divulgação/PF

Helicóptero era abastecido em canavial em Presidente Prudente — Foto: Divulgação/PF

PF apreende helicóptero de R$ 4 milhões com meia tonelada de cocaína em ação contra tráfico de drogas em SP

Por Bruno Tavares, TV Globo — São Paulo

A Polícia Federal (PF) apreendeu na madrugada deste sábado (13) um helicóptero avaliado em R$ 4 milhões carregado com meia tonelada de cocaína em Presidente Prudente, no interior de São Paulo. O dono da aeronave, Danilo Sousa Novais, a namorada de um traficante e o piloto, que inicialmente tinha fugido, foram presos. Uma outra pessoa fugiu e não foi localizada.

O helicóptero estava em um canavial de Prudente. Veículos de luxo foram apreendidos na capital paulista, na mesma operação.

Segundo o chefe da delegacia da PF em Presidente Prudente, Daniel Coraça Júnior, a operação Flying Low foi deflagrada com o objetivo de combater organização criminosa envolvida com tráfico de drogas realizado por vias aéreas. As investigações, que duraram cerca de um ano, contaram com “informações de outras forças policiais e de pessoas da região que viam as atividades estranhas”, informou.

A cocaína era transportada em um helicóptero. A organização criminosa fazia cerca de duas viagens por semana, em que buscava a droga no Paraguai e a levava para o estado de São Paulo.

De acordo com o delegado regional de investigação, Marcelo Ivo de Carvalho, os suspeitos foram “autuados em flagrante pelo crime de tráfico internacional de entorpecentes e associação para o tráfico”. Ele informou que o patrimônio do grupo envolvido totaliza aproximadamente R$ 20 milhões e que o transporte da cocaína era remunerado na proporção de 800 reais por quilo.

Helicóptero que transportava cocaína é apreendido em canavial em Presidente Prudente, interior paulista — Foto: Divulgação/PF-SP

Helicóptero que transportava cocaína é apreendido em canavial em Presidente Prudente, interior paulista — Foto: Divulgação/PF-SP

Como a aeronave, avaliada aproximadamente em R$ 4 milhões, não tem autonomia para o percurso todo, sempre fazia uma parada para reabastecimento em matagal ermo localizado na região de Presidente Prudente. O helicóptero usava um equipamento avaliado em R$ 1 milhão que permitia voos noturnos.

A ação conta com o apoio da Polícia Militar (PM). Vinte policiais federais participaram do trabalho, contando com o apoio aéreo do Comando de Aviação Operacional da PF (CAOP ) e da PM.

Também foram apreendidos armas, veículos e dinheiro em espécie. Diligências continuam para desarticulação da organização criminosa.

O nome da operação significa “voando baixo” e refere-se ao modo como era feito o deslocamento aéreo.

Droga apreendida em helicóptero em Presidente Prudente (SP) — Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira

Droga apreendida em helicóptero em Presidente Prudente (SP) — Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira

Helicóptero apreendido com cocaína em Presidente Prudente (SP) — Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira

Helicóptero apreendido com cocaína em Presidente Prudente (SP) — Foto: Bruna Bachega/TV Fronteira