Sede da Polícia Federal no Espírito Santo — Foto: Ari Melo/ TV Gazeta
Sede da Polícia Federal no Espírito Santo — Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

O contrabando de cigarros no Espírito Santo é alvo de uma operação da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (9). Três pessoas foram presas. Ao todo, foram apreendidas mais de mil caixas de cigarros em um comércio da Serra, na Grande Vitória.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridas nas casas dos investigados e em uma empresa do grupo. A Operação foi batizada de “Guifit” pela Polícia Federal.

“Foram feitas buscas em sete lugares para produzir mais provas da vinculação das pessoas que no estado receberiam essa carga. Durante as buscas, em dois locais, nós identificamos mais cigarros contrabandeados”, falou o delegado Márcio Greik.

Caso as mil caixas de cigarros apreendidas fossem legais, o estado teria arrecadado cerca de R$ 4,5 milhões em impostos.

Polícia Federal apresenta resultado de operação no Espírito Santo — Foto: Ari Melo/ TV Gazeta
Polícia Federal apresenta resultado de operação no Espírito Santo — Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

Crime

Em janeiro de 2019, um homem foi preso em flagrante em Marechal Floriano, no Espírito Santo, dirigindo um caminhão carregado com 998 caixas de cigarros da marca Gift, de fabricação estrangeira.

O caminhão tinha placas falsas, o que era feito para dificultar as ações de fiscalização na rodovia e evitar abordagens policiais, segundo a PF.

Esse motorista já tinha sido preso outras duas vezes pelo crime de transportar cigarros contrabandeados.

As investigações apontaram que o homem não agia sozinho e contava com o apoio de um grupo de pessoas e empresas.

Apreensão de cigarros feita em janeiro no Espírito Santo — Foto: Arquivo/ TV Gazeta
Apreensão de cigarros feita em janeiro no Espírito Santo — Foto: Arquivo/ TV Gazeta

“No dia 9 de janeiro, houve a prisão do motorista com uma carga de cigarros, que foi a maior apreensão no estado, no conjunto de contrabando de cigarros. A partir dali, foi preciso identificar as pessoas que no estado receberiam aquela carga para que a gente não ficasse só na responsabilização criminal do motorista, que era alguém que estava ganhando dinheiro com esse transporte”, disse o delegado Márcio Greik.

Segundo a Polícia Federal, os investigados podem responder pelos crimes presentes no art.334-A e art.311 ambos do Código Penal c/c art.1º, parágrafo 1ºda Lei 12.850, cujas penas variam entre 2 a 5 anos de reclusão no primeiro, 3 a 6 anos no segundo e 3 a 8 anos no último.