Pescadores capixabas vão a BH para pressionar pagamento de indenizações

Cerca de 50 pescadores de Linhares (ES), afetados pela lama da Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, que se rompeu em 2015, chegaram de surpresa na sede da Fundação Renova, em Belo Horizonte, para exigir o pagamento de indenizações.

Lama de rejeitos de mineração da Samarco, na foz do Rio Doce, em Regência, Linhares — Foto: Marcello Lourenço/ Arquivo Pessoal
Lama de rejeitos de mineração da Samarco, na foz do Rio Doce, em Regência, Linhares — Foto: Marcello Lourenço/ Arquivo Pessoal

“Quando a gente vai no setor de indenização em Linhares, o pessoal lá fala que o problema no pagamento está no portfólio em Belo Horizonte. Por isso viemos para cá”, disse o representante dos trabalhadores de Linhares, Milton Jorge.

Pescadores se reúnem com representante da Renova em BH — Foto: Milton Jorge/Arquivo pessoal
Pescadores se reúnem com representante da Renova em BH — Foto: Milton Jorge/Arquivo pessoal

Atualmente, mais de 1,5 mil pescadores estão cadastradas para receber o Auxílio Financeiro Emergencial (AFE). Eles reclamam de problemas para receber o dinheiro e ainda aguardam o pagamento da indenização definitiva.

De acordo com a Fundação Renova, que é mantida por Samarco, Vale e BHP Billiton, um representante da entidade recebeu os pescadores na tarde desta terça-feira (9).

Em nota, a entidade informou que os pescadores “tiveram atendimento individualizado com informações sobre o andamento do pagamento de indenizações e do programa de cadastro”. Até o dia 4 de abril, cerca de 1.870 famílias em Linhares, no Espírito Santo, foram reconhecidas como tendo direito ao Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) e 1.548 famílias foram atendidas no Programa de Indenização Mediada (PIM).

Ainda segundo a Renova, R$ 281 milhões em indenizações e auxílios financeiros emergenciais foram pagos.