Juiz vai decidir se pastores acusados da morte de irmãos em Linhares vão a júri popular

O juiz da Vara Criminal de Linhares vai decidir se os pastores Georgeval Alves e Juliana Salles vão à Júri Popular pela morte dos filhos Joaquim e Kauã em um incêndio do município. A morte das crianças completa um ano no dia 21 de abril.

O juiz André Dadalto recebeu a conclusão do processo que apura a participação dos pastores. Agora, ele deve reconhecer as provas e indícios de autoria do crime e decidir se os suspeitos serão levados à Júri Popular.

Para a Polícia Civil, Georgeval estuprou, agrediu e colocou fogo nas crianças ainda vivas. A investigação, porém, não encontrou elementos para incriminar a mãe das crianças, Juliana Sales.

Entretanto, o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), denunciou Juliana criminalmente por considerar que ela foi omissa.

Geogerval Alves está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Viana desde abril de 2018. Juliana Salles conseguiu na Justiça o direito de responder ao processo em liberdade.

Caso

As crianças morreram em um incêndio no dia 21 de abril, em Linhares. Georgeval, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, foi acusado de estuprar, agredir e queimar as crianças. Já a esposa dele, Juliana foi presa porque, segundo o juiz, foi omissa e sabia dos abusos que as vítimas sofriam.

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES — Foto: Reprodução/ TV Gazeta
Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES

Eles são acusados de homicídio qualificado, estupro de vulneráveis e fraude processual. Georgeval ainda responde por tortura.

Audiências

Em 2018, uma série de audiências para apurar a morte dos irmãos aconteceu nos fóruns de Linhares e Vitória. Familiares, policiais, bombeiros e os acusados foram ouvidos.