Dados do Ministério da Saúde mostram um aumento de 264,1% dos casos de dengue no país. O alerta do governo é que os estados e municípios reforcem o sistema de vigilância e combatam ao mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, zika e chikungunya. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, sendo grande parte no estado de São Paulo.

Alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9 casos/100 mil hab.), Acre (422,8 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil hab.), Goiás (355,4 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil hab.), Espírito Santo(222,5 casos/100 mil hab.) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil hab.).

No Distrito Federal sete pessoas morreram por causa da dengue. Além disso, 5.759 casos da doença foram notificados desde janeiro, sendo 4.971 considerados casos prováveis de dengue. O levantamento aponta ainda que ocorreram cinco casos graves e 78 com sinais de alarme para a doença.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de casos de dengue no estado do Espírito Santo teve aumento de 501% em comparação com o mesmo período do ano passado. Até o dia 16 de março deste ano, o estado notificou 8.838 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram 1.470 casos. O estado registrou um óbito em decorrência da doença neste ano.

Apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é classificada pelo governo federal como epidemia. O último cenário de epidemia identificado no país, em 2016, segundo o Ministério da Saúde, teve 857.344 casos da doença entre janeiro e março. “É preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no país”, destacou o ministério.

Atenção 

Em caso de identificação de focos do mosquito, os moradores podem acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone 160 para que as equipes intensifiquem o trabalho no loca

A Agência Nacional de Saúde Suplementar alerta quais medidas devem ser tomadas para evitar a proliferação do mosquito.

Prevenção e Proteção

– Utilize telas em janelas e portas, use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas.

– Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.

Cuidados

– Caso observe o aparecimento de manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, busque um serviço de saúde para atendimento.

– Não tome qualquer medicamento por conta própria.

– Procure orientação sobre planejamento reprodutivo e os métodos contraceptivos nas Unidades Básicas de Saúde.

Informação

– Utilize informações dos sites institucionais, como o do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais e municiais de saúde.

– Se deseja engravidar: busque orientação com um profissional de saúde e tire todas as dúvidas para avaliar sua decisão.

– Se não deseja engravidar: busque orientação médica sobre métodos contraceptivos.