Depois da polêmica sobre o anúncio do fim do horário de verão, o presidente Jair Bolsonaro conversou com internautas para falar sobre o assunto. Em uma das declarações, o presidente disse que a decisão não iria interferir na “cervejinha” do brasileiro.

“Mas tu vai encontrar uma forma de não ficar sem a cervejinha”, disse Jair Bolsonaro.

Bolsonaro afirmou também que decidiu não implementar o horário de verão no fim de 2019 porque a medida “não dá mais economia”. Segundo o presidente, atualmente o horário de pico é por volta das 15 horas. Bolsonaro ainda apresentou motivos médicos para tirar o horário de verão.

“O pessoal da saúde da Presidência diz que, de certa forma, muita gente tem o seu relógio biológico agredido nesse horário de verão, pessoas ficam sonolentas no serviço, ou acordadas à noite, influencia na produtividade do ser humano. Vou assinar o decreto para acabar com horário de verão na semana que vem”, afirmou.

Outros assuntos

Na transmissão, Bolsonaro convidou o secretário da Pesca, Jorge Seif, a se juntar a eles à mesa e também provocou o auxiliar com um gracejo. “É o único secretário que indiquei, quem diria, eu estou sem poder nenhum nesse governo aí”, brincou.

Seif esteve em Israel com Bolsonaro e, segundo o presidente, visitou locais onde se cria peixe no deserto. “Nós precisamos transformar o Brasil, além de grande produtor de grãos e outras proteínas, em grande produtor de pescados, somos o 13º produtor do mundo”, afirmou Seif.

Parlamento

Bolsonaro negou que esteja “pouco se lixando” para o diálogo com o Parlamento. O presidente afirmou que “querem passar” a imagem de que ele não dá importância ao Congresso. “Não existe isso”, reiterou.

Ele afirmou que, nas reuniões que fez com presidentes de partidos e parlamentares tratou todos com “dignidade”. De acordo com Bolsonaro, foram conversas proveitosas e foi tratado de “política com P maiúsculo”. Desde a semana passada o presidente tem se encontrado com dirigentes de legendas e passou a intensificar as reuniões com parlamentares.

Jerusalém

O presidente afirmou ainda que o escritório do governo do Brasil em Jerusalém é mais um passo para a possibilidade de transferência da Embaixada brasileira de Tel-Aviv para a cidade. Bolsonaro afirmou que o País não passou a “se voltar” para Israel e Estados Unidos, mas realizou uma mudança “radical” da posição na Organização das Nações Unidas (ONU) em relação a essas duas nações.

Ele disse que antes havia voto de cabresto do Brasil na ONU, pela proximidade com Cuba e Venezuela, que, de acordo com o presidente, não têm apreço pela liberdade. “Aquele Estado de Israel só existe por um milagre, é pequeno, um pedaço de terra, menos do que Sergipe, e não tem petróleo, mas é bastante próspero”, disse.

Países islâmicos

Na transmissão ao vivo pelo Facebook, Bolsonaro negou que é contra os países islâmicos e afirmou que o Brasil quer fazer negócios com todo o mundo. O presidente citou o jantar com aproximadamente 30 embaixadores de países árabes, do qual participou na noite desta quarta-feira, 10, promovido pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O encontro foi uma tentativa de aproximação com as nações árabes em meio à intenção do governo de transferir a Embaixada em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém.

“Conversei muito com eles (embaixadores), falei que o Brasil é um país maravilhoso, tem gente do mundo todo aqui dentro, todo mundo vive muito bem”, relatou. Bolsonaro disse na transmissão esperar que esse ambiente de negócios vá além e “transborde de modo que a amizade, a interação e esse laço fiquem cada vez mais fixos”.

“Não existe essa história de que sou contra determinados países”, disse. Ele declarou que respeita todas as religiões e repetiu que o Brasil quer fazer negócios com o mundo todo.

Rêgo Barros disse que ao mesmo tempo que o governo “atende aos princípios de aproximação com Israel, não há divisão de povos”. De acordo com o porta-voz, todos são importantes para a sociedade brasileira.