Brasil cai 16 posições em ranking global da felicidade, diz pesquisa

O Brasil caiu 16 posições no ranking global da felicidade segundo o Relatório Mundial da Felicidade, divulgado em março de 2019 e comparado com a mesma época em 2015. A pesquisa é realizada em uma parceria entre as Organização das Nações Unidas (ONU) e a empresa de pesquisas Gallup. No ranking, o país ocupa a 32ª posição de 156 nações.

A “nota” atribuída ao Brasil pelo ranking é de 6.300, a menor média do país desde 2014, quando a nação tinha 6.849 pontos. Nas primeiras sete colocações estão apenas países europeus. A Finlândia ocupa o primeiro lugar com nota 7.769. O primeiro país fora do continente a aparecer é a Nova Zelândia, na oitava posição.

Na América Latina, o país mais feliz é a Costa Rica, que ocupa a 12ª posição, seguida de México (23°), Chile (26°), Guatemala (27°) e Panamá (31°). O Brasil aparece como o 5° mais feliz da América Latina e o segundo mais feliz da América do Sul, atrás apenas do Chile.

Alessandra Beserra, especialista em Diferenciação é uma estudiosa da área e afirma que felicidade traz sucesso. “Antes tratávamos as várias áreas de nossa vida de maneira isolada: família, amigos e trabalho. No entanto, cada vez mais essas áreas se entrelaçam e por isso precisamos ter uma abordagem sistêmica”, disse.

“Vivemos na época do imediatismo, informações ultra rápidas e por consequência também estamos vivendo um período de superficialidade. Temos acesso a um grande volume de informações, onde por vezes nos tornamos genéricos, sabendo de tudo um pouco e não com profundidade. Estamos em uma época de mídias sociais onde temos milhares de amigos virtuais e poucos presenciais com relacionamentos profundos e duradouros, uma época de fotos ‘instagramáveis’ onde se divulga a vida perfeita e esconde-se o os obstáculos reais da vida, encontrados no dia a dia de qualquer pessoa”, disse.

Alessandra enumerou os fatores que contribuem para a queda no ranking da felicidade: “Corrupção acentuada, com sucessivos escândalos políticos; crise econômica, aumentando o desemprego. Nesse ponto já temos um cenário alarmante: Em momentos de crise econômica, empresários vivem apreensivos com a baixa nas vendas, funcionários preocupados com a manutenção do emprego e quem está desempregado e decide empreender, por vezes acaba escolhendo o que será mais rentável e viável no momento, deixando de lado suas verdadeiras aptidões, seu proposito de vida”, enumerou.

Cientificamente podemos ser mais felizes: meditando, mantendo contato com a natureza, sorrindo, viajando, morando perto do trabalho, fazendo exercícios, fazendo o bem. Mas é dentro das empresas, que é onde passamos a maior parte do tempo.

“Dentro das empresas é possível trabalhar a felicidade através do clima organizacional, estimulando um ambiente colaborativo e proativo. Profissionais felizes são mais engajados, resultado em pessoas mais felizes, sejam elas patrões ou empregados”, disse.