ES: cozinheiras transformam merenda em ‘arte’ para atrair crianças em escola

Por André Rodrigues e Mayara Mello, G1 ES e TV Gazeta

Três merendeiras têm feito sucesso entre as crianças de uma escola pública municipal da Serra, na Grande Vitória. Criativas, Jackeline, Ana Paula e Adriana abusam da paciência e não economizam no capricho: a maçã vira uma coruja; a abobrinha, uma foca; e os ovos viram pintinhos. O método tem inspirado os alunos. Alguns deles antes tinham problemas para comer alimentos saudáveis.

A cozinheira Jackeline Freire Araújo, foi a idealizadora. Ela contou que agora o preparo da merenda leva mais tempo, mas para ela o que conta é satisfação das crianças.

“A cada dia que passa, as crianças já chegam aqui na expectativa para saber o que é que foi feito no dia”.

Com o jeito carinho de trabalhar, legumes e verduras, antes rejeitados pelas crianças, passam a ser protagonistas no refeitório da escola.

Jackline transforma alimentos em animais na Serra — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Jackline transforma alimentos em animais na Serra — Foto: Reprodução/TV Gazeta

“Aqui é um bairro muito carente, então, muitas crianças não conhecem nem um melão. Sobre a ideia, eu mesma criei e coloquei na minha cabeça de que esse ano eu iria começar diferente. Olhei na internet para aprender e pegar dicas, vi que eles passaram a comer e está sendo um sucesso”, disse Jackeline.

Pelo menos uma vez por semana ela diz que “inventa” uma novidade e os pequenos notam a diferença. A estudante Stephanie Oliveira come legumes em formato de bichinhos e aprova.

“Acho bem criativo, bonito, lindo. Dá bem vontade de comer eles”, falou.

Crianças passaram a se alimentar melhor depois que pratos começaram a ser decorados, na Serra — Foto: Reprodução/TV Gazeta
Crianças passaram a se alimentar melhor depois que pratos começaram a ser decorados, na Serra — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A nutricionista Ligia Pasolini, que trabalha acompanhando o cardápio da escola, disse que aprova a ideia.

“A gente começou a observar que o desperdício era muito grande, então, incentivamos a forma de decoração das saladas das crianças. Elas passaram a consumir mais esses produtos e aí o valor nutricional atendido foi aumentando”, afirmou.