Educação Especial: alunos surdos da Rede Estadual são aprovados no Ifes

 

Por Soraia Camata

Eles são exemplos de superação e conquista! Maria Isabel Pereira Costa e José Edivaldo Berger, alunos surdos da Escola Estadual Aristides Freire, de Colatina, não fizeram da deficiência auditiva um obstáculo. Com esforço, dedicação e apoio da equipe escolar, eles foram aprovados para cursarem o Ensino Médio no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). O diretor José Carlos da Costa Moura destacou que o resultado demonstra como eles sempre foram em sala de aula: alunos exemplares!

“Eles sempre foram muito dedicados. Desenvolvemos na escola um trabalho de Educação Especial em parceria com professores, intérpretes e as famílias dos alunos. Os ambientes adaptados da nossa escola para atender esses estudantes também favorecem, e muito, neste sentido”, disse José Carlos. E os alunos surdos continuam tendo as portas abertas na unidade de ensino. Neste ano, mais um estudante, que também tem deficiência auditiva, está cursando o 8º ano do Ensino Fundamental no local.

Para Ana Lúcia dos Santos da Cruz, intérprete que acompanhava o aluno José Edivaldo, atuar no apoio ao aprendizado destes alunos é motivo de orgulho e satisfação. “O José era um aluno muito esforçado e adorava a área de ciências exatas. Foi por isso que ele escolheu o Ensino Médio profissionalizante em Edificações. Estamos orgulhosos e me sinto realizada com o meu trabalho”, contou. Já a aluna Maria Isabel era acompanhada pela intérprete Telma Firmo de Jesus.

A equipe de Juventude e Diversidade da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) comemora as conquistas na rede. “Essa conquista é um sinal que atendemos aos estudantes com deficiência de forma a se tornarem autônomos e poderem participar de provas e concursos, prontos para seguirem seus sonhos e estarem aptos para o mercado de trabalho”, afirmou a técnica da Gerência de Juventude e Diversidade, Lúcia Helena dos Santos.

Educação Especial

A Educação Especial, como modalidade de ensino, direciona suas ações para o atendimento educacional especializado, que é o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.

O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas.