Presídio de Barra de São Francisco, construído no final da década de 90

O número de pessoas que tentam entrar com entorpecentes em presídios do Espírito Santo no ano passado aumentou 30% em comparação a 2017. Segundo a Diretoria de Inteligência Prisional (DIP) da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), o número de casos registrados em 2018 foi de 46, enquanto em 2017 houve 36 registros.

A coordenadora de direito penal da Defensoria Pública do Espírito Santo, Sattva Batista Goltara, explica quais seriam os motivos para o aumento desses casos. “O primeiro deles é, naturalmente, o aumento da população carcerária. O segundo motivo seria o enrijecimento da fiscalização. Com o uso de tecnologias, cada vez mais efetivas, essas tentativas são também mais frustradas“, diz.

Dentre as pessoas detidas que tentam entrar com drogas nos presídios capixabas, o que chama atenção é ao gênero sexual: 93% são mulheres. De 2017 até janeiro deste ano, 80 mulheres foram flagradas tentando entrar com drogas nos presídios, enquanto homens foram apenas seis.

São mulheres que realmente nunca tiveram qualquer envolvimento com nenhuma atividade ilícita e que estão fazendo isso por uma questão de vulnerabilidade, principalmente no Espírito Santo, que sabemos que tem os índices de violência contra a mulher bem elevados“, comenta a coordenadora.

A Sejus informou que, para garantir a segurança dos internos, das equipes e dos visitantes, possui algumas normas para os dias de visita. Os visitantes precisam apresentar os documentos e atestado de antecedentes criminais. Além disso, a secretaria disse que as celas passam por vistorias, em busca de substâncias ilícitas.