O vídeo de um homem sendo imobilizado com um mata-leão está repercutindo na internet. O empresário, identificado como Crispim Terral, de 34 anos, esteve em uma agência da Caixa Econômica Federal, na última terça-feira (19), em Salvador para resolver problemas com sua conta junto com o gerente. O cliente acabou discutindo com o gerente e foi abordado por policiais, que aplicaram o golpe.

Crispim acusa a polícia de ter sido racista. De acordo com o relato publicado nas redes sociais do homem, tudo começou quando o banco cobrou o valor de dois cheques, um total de R$ 2.056,00 mil que segundo ele, tinham ‘voltado’, estavam com ele e o valor já teria sido pago anteriormente.

Crispim foi ao local para resolver a situação e após mais de 4h de espera sem nenhuma solução, foi encaminhado ao gerente da agência, que mandou o cliente se retirar ou chamaria a polícia. Como o homem não se retirou, a polícia foi acionada e tentaram levar o Crispim e João Paulo para resolverem a situação na delegacia da região, mas o gerente se recusou a sair da agência sem que Crispim estivesse algemado, o mesmo não aceitou a situação e foi rendido pelo policiais que deram um ‘mata-leão’ para segurá-lo.

O outro lado

Segundo nota divulgada pela Polícia Militar da Bahia, Crispim se recusou a deixar a agência mesmo após o término do expediente e ao conversarem com o gerente, o mesmo relatou que o homem estava solicitando um comprovante de transação, que não poderia ser fornecido naquele momento. Ao solicitarem a ida dos dois a delegacia, o cidadão começou a se exaltar e dizer que não sairia da agência sem ter a sua demanda atendida, contrariando os policiais.

Por conta disto, segundo a polícia, houve a necessidade de empregar a força proporcional para fazer cumprir a ordem legal exarada, mesmo após diversas tentativas de conduzi-lo sem o emprego da força. Ele não foi algemado. Crispim foi conduzido à Central de Flagrantes onde foi autuado por desobediência e resistência. Administrativamente uma sindicância será instaurada pelo 18º BPM para apurar todas as circunstâncias da intervenção policial.

Caixa informou, também por meio de nota, que até o momento não foi identificada, por parte de nenhum dos seus empregados ou colaboradores, qualquer atitude de cunho discriminatório. “A Caixa Econômica Federal repudia atitudes racistas ou de discriminação cometidas contra qualquer pessoa”, afirmou.