O aplicativo de mensagens mais popular do Brasil também é o favorito de Jair Bolsonaro. Uma reportagem publicada há algumas semanas pela Folha de S. Paulo mostra que o presidente tem adotado o WhatsApp para se comunicar com integrantes de sua equipe. A medida teria preocupado a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, já que o aparelho de Bolsonaro não é criptografado. Para evitar vazamentos, o governo estaria desenvolvendo sua própria versão do WhatsApp.

Como será?

A rede social vai permitir a comunicação entre membros do governo e também trará informações sobre o comportamento político dos deputados, como por exemplo a atuação em votações, os cargos que ocupam e a execução de suas emendas.

“Vai ser um aplicativo interno em que todo mundo vai poder entrar: parlamentares e ministros, uma coisa legal. A ideia é mostrar, por exemplo, quais programas há na ação social, na saúde, e aí os deputados vão ver os programas, poder passar para os prefeitos, divulgar, tendo acesso online. E e eu vou ter todo o acesso às votações deles e tudo mais; e os ministros também”, explica Carlos Manato, secretário especial para a Câmara, ao jornal O Globo.

A medida não foi bem vista por todos. Entre os parlamentares, alguns criticaram a iniciativa, sugerindo que ela funcionaria como uma maneira de espionagem e que o canal direto com os ministros não será efetivo.