Nesta segunda-feira, 28 de janeiro de 2019, Mazinho do Hospital visitou o local onde está sendo construída a Barragem em Barra de São Francisco.

O local fica na estrada que liga a sede do município à Cachoeirinha de Itaúnas.

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Um dia depois que Mazinho esteve no local, chegou o comunicado que as obras foram paralisadas.

Obras foram suspensas

É por pouco tempo a suspensão das obras de construção da barragem do rio Itaúnas, em Barra de São Francisco. O ordem de paralisação do contrato 140/2018, a partir do último dia 29, foi publicada nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial do Estado e assinada pelo subsecretário de infraestrutura rural, Rodrigo Vaccari do Reis.

De acordo com informações passadas pela secretaria de Estado da Agricultura, a suspensão se deu devido a um erro de projeto, que já está sendo analisado pelos engenheiros responsáveis.

A previsão do Governo do Estado é de que as obras sejam retomadas em até 30 dias, com todas as dúvidas sanadas. Segundo informações, a população de Barra de São Francisco pode ficar tranquila porque a barragem será construída com total segurança e no próximo período de estiagem já terá o reservatório cheio para melhorar a segurança hídrica do município, que sofreu muito na última seca que se abateu sobre a região Noroeste.

A barragem do Córrego Itaúnas foi conquistada pelo município e sua licitação foi publicada em setembro, fazendo parte de um pacote prevendo o investimento de R$ 90 milhões na construção de reservatórios em vários municípios do Estado.

A de Barra de São Francisco está sendo feita na propriedade de João Bianchini, pela Monte Azul Construtora e Terraplanagem, com previsão de conclusão em julho – agora, deverá atrasar em um mês.

A obra requer investimentos de R$ 1,360 milhão com a inundação de cinco hectares de área (o correspondente a cinco campos de futebol), permitindo o acúmulo de 100 milhões de litros de água como reserva estratégica para a segurança hídrica não apenas de Barra de São Francisco.

A obra beneficia a toda a região, garantindo reforço para os tempos de estiagem, para uso na agricultura e no abastecimento humano. Tivemos que aprender com a última estiagem que castigou, principalmente, as regiões norte e noroeste do estado.

É um passo no sentido de contribuir para o enfrentamento das crises hídricas que ocorrem cada vez em intervalos menores. Uma barragem não apenas garante acúmulo de água superficial, mas também abastece o lençol freático, permitindo o aumento de fluxo em nascentes da região.

Quando agravou-se a crise hídrica, foi defendida a criação de um programa estadual de enfrentamento à estiagem e fez várias indicações ao governador Paulo Hartung para construção de barragens nos municípios.

A região de influência recebeu oito barragens. A de Água Limpa, em Jaguaré, foi entregue em abril de 2018, consumindo R$ 1,588 milhão, com alagamento de 20 hectares e uma reserva de 433 milhões de litros de água.

Depois, vieram as de Caximbau, em Jaguaré (investimento: R$ 1,492 milhão, 18 hectares de área inundada e 282 milhões de litros), Rio Novo em Alto Rio Novo (R$ 885 mil, 3,29 hectares de área e 106 milhões de litros de água) e Rio Dois de Setembro em Ecoporanga (R$ 667 mil, 2 hectares e 48 milhões de litros de água).

Foram licitadas juntas as barragens do Córrego Itaúnas, em Barra de São Francisco, e a de Córrego Socorro, em Vila Pavão (R$ 667 mil, com 4,6 hectares de área inundada e reservatório de 67 milhões de litros).

Para a definição dos locais das barragens foram levados em consideração os seguintes fatores: existência de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados; locais que possibilitavam a construção de barragens médias e com uma maior relação volume/lâmina; locais que não necessitavam de desapropriação (áreas doadas); maior número de usuários beneficiados.