A vereadora de Linhares, Rosinha Guerreira (PSDC), acusada de praticar “rachid” – quando obriga um servidor público a dar parte do salário em troca da manutenção do cargo – reassumiu o cargo nesta sexta-feira (18) na Câmara dos Vereadores. A Justiça suspendeu o afastamento por julgá-lo incompatível com o andamento do processo.

O desembargador Jorge Henrique Valle dos Santos, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), foi o responsável por suspender a determinação que mantinha Rosinha afastada do posto.

Rosinha foi presa na operação “Salário Amigo”, no dia 26 de fevereiro de 2018. A vereadora chegou a ser levada para o presídio de Colatina e confessou o crime, dizendo que usava o dinheiro para comprar remédios e cestas básicas para eleitores. Os bens dela foram bloqueados. Depois, acabou solta e durante todo o tempo de afastamento, ela continuou recebendo salário

Com o retorno de Rosinha ao cargo, a suplente dela Pâmela Maia, que havia assumido, saiu automaticamente da função de vereadora. Os assessores dela também foram exonerados nesta sexta-feira.

Afastada e recebendo salário

Mesmo afastada do cargo, a vereadora continuava recebendo salário como funcionária ativa. É o que mostrava o Portal da Transparência da Casa, na internet, em junho de 2018.

O salário recebido pela vereadora, na época afastada, era de R$ 6.192,00, de acordo com o Portal de Transparência.

A informação passada pela Câmara foi de que o Poder Legislativo chegou a recorrer à Justiça para que Rosinha não recebesse mais a remuneração, mas que o pedido não foi aceito. Também foi informado que os funcionários comissionados do gabinete dela foram todos exonerados.