A Justiça bloqueou os bens do prefeito de Jaguaré Rogério Feitani e também de dois ex-secretários, uma ex-servidora e um ex-diretor do Saae do município. Eles são investigados por envolvimento com uma organização criminosa que fraudou um processo seletivo. A defesa de Feitani disse que vai recorrer da decisão.

A decisão é consequência de uma ação movida pelo Ministério Público Estadual em 2017, que investiga improbidade administrativa cometida na Prefeitura de Jaguaré. Segundo a ação, o prefeito seria chefe da organização criminosa que teria fraudado o processo com o objetivo de favorecer pessoas ligada a ele.

Para a Justiça, isso indica favorecimento pessoal com o uso da máquina. Os bens do prefeito e dos outros suspeitos de envolvimento foram bloqueados na última sexta-feira (18).

A Justiça prevê ainda o desconto de 15% dos salários deles nas folhas de pagamento para reparar possíveis danos aos cofres públicos.

A defesa do prefeito disse que vai recorrer da decisão porque entende que não houve danos ao erário suficientes para uma condenação como essa.

Operação Arremate

A operação do Ministério Público que iniciou as investigações foi a Arremate. Ela foi deflagrada em 11 de abril de 2017, quando o prefeito foi conduzido coercitivamente à sede da Promotoria de Justiça de Linhares para prestar depoimento.

De acordo com o MP-ES, na época foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de condução coercitiva de servidores do município e de empresários.

Os mandados foram deferidos pela Justiça com base em investigações preliminares e interceptações telefônicas autorizadas pelo Tribunal de Justiça do estado. As investigações começaram em junho do ano passado.