Está semana que se passou, morreu em Vitória/ES, uma pessoa que por muitos anos alegrou moradores de Barra de São Francisco e Mantena. Fez parte da história de muitas pessoas, das duas cidades.

Era galã, educado, simpático e adorava crianças, além de fazer maior sucesso entre as mulheres, tanto de Mantena como de Barra de São Francisco. Era atleta de futebol, estatura média, franzino, cabelo a lá Jonh Travolta, topete sempre penteado e untado de brilhantina.

Começou jogando em Mantena, no Volante. Fazia sucesso como centroavante, driblador, pura categoria, dribles fáceis e desconcertantes, e imortalizou na região o drible humilhante, chamado na época de lambreta, seria tocar a bola, levemente, para o lado do defensor, e num gesto rápido, colocá-la entre os pés e fazer um movimento em que ela passaria pelas suas costas e cobriria o defensor, sobrando livre por trás do mesmo, deixando-o a procura da bola.

Era aplausos garantidos e caras incrédulas dos torcedores, como fazia a torcida com os dribles do eterno ponta direita da seleção brasileira Garrincha. Jogava em Mantena com outros craques também, como: Paulinho do Correio, Sereno, Passarinho, Moulaz, Celsinho, Minguinho, Paulete, Jaú, Klebinho, entre outros.

Mudou para Barra de São Francisco um dia para jogar no Santos FC, de onde nunca mais saiu. Encantava a todos, namorava muito, fazia muitos gols, era ídolo das crianças , até que um dia foi fisgado e casou com a Professora Delza Gonçalves, irmã do lateral esquerdo do Santos, Elson Gonçalves.

Em Barra de São Francisco este atleta carismático, que tanto encantou a cidade, formou família e morou por muitos anos, mudou pra Vitoria até seus últimos dias.

Quem conhece esta história sabe que estou falando do senhor Aristides Vasconcelos de Oliveira, conhecido carinhosamente por DIDICO.

Faleceu com 79 anos de idade e foi enterrado em Maruípe. Já doente , sem forças para visitar mais Mantena e Barra de São Francisco, acabou sua história de vida longe dos admiradores e dos que presenciaram seu sucesso.

Eu, Enivaldo, vivi muito da minha infância e juventude, acompanhando esta figura carismática e que adorava fazer amizades, sempre alegre amigo das pessoas, era copiado nas roupas, cabelo e até no modo de andar, ele andava tipo quicando.

Tinha a profissão de pintor da cidade e os meninos, fanáticos por ele, disputavam o espaço para lixar placas e preparar tintas, só pra ficar por perto dele. Gostava de treinar as crianças e ensinar como driblar e correr das porradas da zaga, como ele fazia em campo, por ser fraquinho, era tipo físico do Neymar.

Ninguém matava uma bola no peito como o Didico , a bola colava tanto, que ele fazia, de brincadeira, o gestos com as mãos para ela descolar, soprando e rindo.

Era caçado em campo ferozmente, pelos “bailes” de improviso e que deixava os zagueiros sem pai e sem mãe, como gostava de dizer.

Olha, eu fiquei triste com a morte do Didico, inclusive porque foi entre natal e ano novo e fui saber depois do enterro. Se eu fosse prefeito e ele morresse durante o meu mandato, eu decretaria 3 dias de feriado e ia lutar para ele ser enterrado em Barra de São Francisco ou Mantena, onde todos conheceram seu sucesso.

Marcou época , fez histórias, muitos cresceram tendo-o como ídolo. Receba minhas homenagens grande craque DIDICO.

Enivaldo dos Anjos

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