Uma nova etapa da audiência de instrução sobre a morte dos irmãos Kauã e Joaquim, será realizada nesta terça-feira (11), em Vitória. A audiência será realizada na 1ª Vara Criminal, no Centro, a partir das 13 horas, requerida pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Dessa vez, serão ouvidos peritos do Corpo de Bombeiros e da Superintendência da Polícia Técnico-científica (SPTC).

Foram intimadas as testemunhas do Departamento de Perícias e Incêndios e Explosões do Corpo de Bombeiros: Maj. BM André Pimentel Lugon, BM Bruno Moreira Bona, Ten. BM Igor Olímpio Pazini da Cunha e CB. BM André Porto. Da SPTC, o requerimento foi encaminhado para os peritos Augusto Grazziotti de Carvalho, Bianca Bortonlini Merlo e Francisco Mutz Ratzke.

A audiência continua na quarta-feira (12), para qual outros peritos da SPTC e do Departamento Médico Legal (DML) foram intimados: Victor Santos Stange, Eduardo Tavares Cunha, Vinícius Médici de Oliveira e Rondinelly Ribeiro do Nascimento, todos em serviço à SPTC. Lotados no DML, foram intimados Josidéia Barreto Mendonça, Rogério Piontkowski e Jauber Fornaciari Pissinate.

O crime

O pai de Joaquim e padrasto de Kauã, Georgeval Alves, é suspeito de molestar, agredir e atear fogo nos meninos, que morreram carbonizados. Ele é marido de Juliana e foi preso dias depois do incêndio.

A morte dos irmãos aconteceu em Linhares, Norte do Espírito Santo, na madrugada do dia 21 de abril. Na ocasião, a mãe das crianças estava em viagem para um congresso religioso em outra cidade. Na casa, os meninos estavam sob os cuidados de Georgeval.

Após o incêndio, os corpos carbonizados dos irmãos foram encaminhados para o Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, onde foi necessária a realização de exames de DNA para identificação.

Na segunda-feira seguinte ao incêndio, o pastor George e a esposa, Juliana Salles, mãe das crianças, estiveram no DML para o recolhimento de material para realizar os exames de DNA. Na ocasião, George relatou para a imprensa o que teria acontecido na noite do incêndio.

Juliana Sales foi presa, pela primeira vez, no dia 20 de junho, na casa de um amigo da família, em Teófilo Otoni, Minas Gerais. Ela permanece em um presídio da cidade. Segundo a decisão da Justiça, Juliana sabia dos “supostos abusos sexuais” sofridos pelos filhos e ela, em parceria com o marido, Georgeval Alves, tinha planos de usar a morte das crianças como forma de ganhar notoriedade e ascensão religiosa. Posteriormente, ela foi liberada, mas detida novamente no dia 15 de novembro, em Minas Gerais. Ela deu entrada no Sistema Prisional do Espírito Santo na última sexta-feira (07).