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Popularmente conhecido como derrame ou AVC, o Acidente Vascular Cerebral é classificado em dois tipos: Isquêmico e Hemorrágico. Eles ocorrem quando a veia do cérebro entope ou rompe, respectivamente. Nas duas formas, ele pode ser ocasionado por fatores relacionados ao estilo de vida do paciente ou por motivos hereditários.

De acordo com a neurologista do Hospital Meridional, Mariana Lacerda, a grande maioria dos fatores de risco da doença são evitáveis, ou seja, é possível tratar e prevenir por meio de hábitos saudáveis. “90% dos AVC’s são causados por motivos que poderiam ser evitados e esses têm maiores impactos na saúde e no acometimento dos pacientes. A hipertensão é o fator de risco principal, mas o diabetes, o aumento do colesterol, a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo também são agravantes”.

Casos

João da Silva trocou a bebida alcoólica por suco natural / Foto: Divulgação

O aposentado João da Silva, 61 anos, sofreu um AVC isquêmico e, de acordo com os especialistas, o derrame foi causado devido aos maus hábitos. “Eu fumava, bebida com frequência e tinha preguiça de ir ao médico. Tudo indica que esse comportamento ocasionou o derrame”. Agora, após o susto, ele segue a vida com mais saúde, se alimenta melhor e faz atividade física.

Christhian Martins, reaprendendo a andar, após sofrer o AVC hemorrágico / Foto: Divulgação

Mas e quando o paciente se cuida, tem uma vida sem vícios e mesmo assim sofre um AVC? Foi o que aconteceu com o surfista profissional e atleta de maratonas, Christhian Martins, de 46 anos, que teve um AVC hemorrágico há um ano. Segundo os médicos, a doença pode ter sido causada por um pico de pressão muito alto e, apesar da vida saudável não ter evitado a doença, com certeza, ajudou a salvá-lo. “Se eu não tivesse uma vida saudável eu não estaria tendo uma recuperação tão boa. Por conta dos exercícios eu tinha boa quantidade de massa magra, isso me amparou no momento de coma porque ele consome a massa, mas devido minhas boas condições, não gerou sequelas”. Chisthian chegou a perder os movimentos dos braços e das pernas, mas já retomou os movimentos superiores e anda com andador.

Mariana Lacerda, neurologista, durante entrevista para a TV Vitória / Foto: TV Vitória

A neurologista, Mariana Lacerda explica que o derrame pode ocorrer por motivos que não são possíveis controlar ou evitar, considerado fatores não modificáveis.” Idade, sexo, hereditariedade, histórico familiar constituem os fatores de risco não evitáveis, e esses nós não conseguimos modificar”.

Quando não é possível evitar o AVC, o importante é aumentar a chance de sobrevivência por meio de um rápido socorro. Por isso, é fundamental reconhecer os sintomas:

Sorriso: Peça para a pessoa sorrir, se o sorriso sair torto, pode ser sinal do derrame;

Abraço: Peça para a pessoa levantar os braços como se fosse te abraçar, se o paciente tiver dificuldades com o movimento, este é outro sintoma da doença;

Mensagem: Peça para a pessoa repetir uma frase, se a fala estiver enrolada, pode ser AVC;

Urgência: Havendo qualquer um desses sinais chame imediatamente o SAMU, discando 192.