Um consumidor foi processado por uma rede de postos após abastecer o carro com gasolina adulterada, no Espírito Santo, em um dos postos investigados pela Operação Lídima.

A operação investiga uma quadrilha que adulterava combustível em quatro Estados, apontou que um dos indícios da fraude foi a chegada de 4 milhões de litros do produto chamado nafta, derivado de petróleo usado na produção de solventes, no estado. De acordo com a denúncia do Fantástico, empresários mantinham uma vida de luxo com o esquema.

O consumidor que não quis ser identificado e conta que ao perceber que o carro não estava funcionando bem levou o veículo em uma oficina mecânica, onde foi verificado que o problema estava no combustível.

“Quando eu voltei a ligar o carro, eu já senti uma diferença no funcionamento do sistema do carro, do motor. Eu acelerava o carro e ele não desenvolvia. Eu pedi para retirar o combustível e colocar gasolina de verdade no carro e eles se negaram. Pedi para fazer a análise da gasolina do bico da bomba e também se negaram. O órgão fiscalizador dá direito do consumidor de exigir na hora essa análise, e isso foi negado”.

Sem ser atendido, ele entrou em contato com o mecânico que constatou que o problema era o combustível. “Eu tive que gastar R$ 850 para consertar”.

Revoltado com o atendimento após o abastecimento, ele foi para as redes sociais denunciar o posto onde tinha feito o abastecimento e escreveu no vidro traseiro do carro: “gasolina – ruim – posto – atlântica – batizada – não compre”. “Hoje eu estou sendo processado na justiça porque denunciei o posto que eu abasteci”, declara.

A Atlântica Petróleo, bandeira do posto que foi citada pelo consumidor foi procurada, mas até a publicação não se manifestou sobre o assunto.