MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DE ZIKA VÍRUS, DENGUE E FEBRE CHIKUNGUNYA (FOTO: JAIME SALDARRIAGA/REUTERS)

Alphabet, holding controladora do Google, está desenvolvendo um plano para eliminar mosquitos ao redor do mundo. O objetivo é colaborar para a erradicação de doenças transmitidas pelo inseto, como a zika e a dengue.

O plano consiste no desenvolvimento de versões estéreis dos insetos. Os machos são infectados em laboratório com a bactéria Wolbachia e então soltos na natureza para acasalar com as fêmeas. Com a modificação, o resultado é que as proles nunca nascem.

Pesquisas vêm mostrando, há alguns anos, o potencial da bactéria no controle de doenças como a dengue. A criação de mosquitos machos é motivada pelo fato de serem as fêmeas as responsáveis por picar mamíferos.

O projeto da Alphabet prevê, ainda, que os mosquitos modificados em laboratório recebam identificadores que possibilitem sua localização. Segundo a Bloomberg, a empresa já está testando o método no Condado de Fresno, no estado da Califórnia. A tarefa tem sido desempenhada pela Verily, companhia de pesquisas subsidiária da Alphabet.

Quando anunciou o projeto, em 2016, a empresa alegou que “mosquitos matam mais pessoas do que qualquer outro animal combinado” e disse estava explorando como poderia ajudar a solucionar o problema.

Entre outros projetos, a Verily também era responsável por desenvolver as lentes de contato que poderiam medir a glicemia de pacientes com diabetes. O projeto havia sido anunciado em 2014 pelo Google, mas foi descontinuado após não alcançar resultados satisfatórios.