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Provavelmente você já ouviu falar no Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, ele ocorre quando uma artéria entope ou é rompida. A doença é uma das principais causas de morte e incapacidade adquirida no Brasil e no mundo. No ano de 2017, 354 pessoas morreram vítimas da doença, no Espírito Santo. Em média, 2.600 casos ocorrem por ano no estado.

Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada 10 mortes na população adulta é consequência do AVC, que é dividida em dois tipos: Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), ocorre quando uma artéria está obstruída e falta sangue numa determinada área do cérebro, e o Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH), provocado por um sangramento decorrente do rompimento de um vaso sanguíneo.

Sinais e Sintomas de AVC

Os sinais e sintomas do AVC têm início súbito e podem se manifestar isoladamente ou combinados.

– Perda de força, adormecimento ou paralisia da face ou algum membro de um lado do corpo;

– Alterações da visão (perda de visão, visão turva, visão dupla, sensação de “sombra” na visão);

– Dificuldade para falar ou entender frases;

– Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação ao caminhar ou queda súbita;

– Dor de cabeça forte e persistente;

– Dificuldade para engolir.

De acordo com a neurologista do Hospital Meridional, Vanessa Loyola, aos primeiros sinais e sintomas da doença, é preciso buscar ajuda médica com urgência porque o tratamento imediato pode prevenir as sequelas, além de salvar a vida do paciente. “Tudo depende da velocidade em que o paciente é socorrido. As sequelas variam de acordo com o tempo do socorro, outros morrem justamente em decorrência da falta de atendimento hábil”, explicou.

A neurologista explica que outro fator responsável pelo surgimento das sequelas e que poderá interferir na recuperação do paciente é a quantidade de sangue na área cerebral. “Quanto menor a quantidade de sangue, mais fácil é a reabilitação. A idade e a região do cérebro em que ocorreu o AVC também são fatores que influenciam”.

Casos 

Há seis meses, o aposentado de 61 anos, João da Silva, sofreu um AVC isquêmico. Os sintomas foram paralisia no lado esquerdo do corpo, perda da coordenação motora e visão turva embaçada. “Não sabia explicar o que sentia e muito menos falar. Não conseguia colocar o dedo na ponta do nariz e o pior, eu não tinha ideia que eram sinais do derrame”, contou João. Após o AVC, a vida do aposentado mudou, atualmente ele pratica atividade física, parou de beber e de fumar.

E se engana quem pensa que a doença acomete apenas idosos, Christhian Martins, de 46 anos , surfista profissional, atlético de maratonas, com histórico de vida saudável, sem cigarro ou bebidas alcoólicas está reaprendendo a andar, após sofrer um AVC hemorrágico, há cerca de um ano. “Estava na praia surfando e comecei a sentir fortes dores de cabeça, saí da água e fui embora. Quando cheguei em casa, coloquei as roupas no tanque e ao voltar, der repente, cai no meio da sala desmaiado”, contou o surfista.

Christhian conta que ficou 30 dias em coma e um mês e quarenta dias no hospital. Atualmente, ele luta para se recuperar e faz fisioterapia especializada em neurologia e sente que, aos poucos, está se recuperando.

O Jornal da TV Vitória preparou uma série com três reportagens especiais sobre o Acidente Vascular Cerebral. Abaixo, você confere o primeiro episódio que fala sobre a a doença e os principais sintomas do derrame.