“O que Deus uniu o homem jamais separe!” Ao que parece, essa sentença nunca esteve tão ameaçada quanto nos dias de hoje. É que o número de divórcios no Brasil é record. E isso atinge a Igreja. 

De acordo com o último levantamento do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP), entidade que congrega os cartórios de notas paulistas, os tabelionatos de notas de todo o País lavraram 69.926 divórcios extrajudiciais em 2017.

 

No Brasil, o fim da exigência de prazos para dissolução legal dos casamentos fez com que a taxa geral de divórcios atingisse, em 2010, o seu maior patamar desde 1984. Quando foi iniciada a série histórica das Estatísticas do Registro Civil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atingiu 1,8 por mil habitantes entre pessoas de 20 anos ou mais. Ainda de acordo com o Instituto, entre 1990 e 2007, ou seja, em apenas 23 anos, a taxa de divórcio cresceu 200%.

Embora não haja nenhuma pesquisa específica que aponte os números de separações entre evangélicos, é possível supor que o problema atinja também esse segmento da sociedade em proporções inéditas. Basta que o leitor observe sua própria congregação. Dificilmente não haverá casamentos desfeitos em sua igreja.

“O amor acaba porque os casais não o alimentam. Amar é uma decisão. Todos os dias deve haver disposição de amar o cônjuge. O abandono do casamento não é da vontade de Deus, especialmente para os casais cristãos. Eu diria que os casais com dificuldades deveriam lutar pelo casamento, procurar ajuda através de um aconselhamento, ou uma terapia. Se os casais lutarem por seus casamentos, teremos, com certeza, menos divórcios” diz ele, de forma simples.