As exigências foram atendidas pela empresa responsável pela balsa, mas, até hoje, não conseguiram contratar ninguém para operar.

Balsa está parada desde fevereiro, em Itapina, interior de Colatina — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Por Mayara Mello, TV Gazeta

A balsa de Itapina, no interior de Colatina, Noroeste do Espírito Santo, parou de fazer viagens em fevereiro deste ano, quando foi interditada por três dias pela Marinha do Brasil. Foram exigidas melhorias e que os balseiros que faziam a travessia dos passageiros tivessem habilitação de transporte autorizada pela Marinha.

As exigências foram atendidas pela empresa responsável pela balsa, mas, até hoje, não conseguiram contratar ninguém para operar.

Outro problema que afeta os moradores de Itapina é que aos finais de semana e feriados, eles ficam muito prejudicados pelos horários de ônibus, que são reduzidos.

A lavradora Laurenir Ventura da Silva disse que já perdeu compromisso, já deixou de sair de casa, porque não tinha horário de ônibus nem a balsa.

Se perder o horário do ônibus no final de semana, você vai ficar em casa o dia todo, porque só tem um para ir e um para voltar. Eu já estou revoltada de tanto ouvir promessa”, falou.

Sem a balsa, a alternativa para chegar ao distrito é uma estrada de terra, de 10 quilômetros. O problema é que a estrada não está em boas condições, pois têm valetas pelo caminho, pedras e apresenta perigos. Quando chegam à BR-259, os moradores ainda precisam enfrentar os transtornos da obra no km 78.

A gente perde muito tempo, cerca de 40 minutos, uma hora, que a gente fica parado, esperando liberar para a gente passar”, disse a dona de casa Léia Araújo.

Prefeitura

Em julho deste ano, o coordenador de estudos técnicos da Secretaria Municipal de Trânsito disse que a licitação para contratar os balseiros seria feita num prazo de 15 dias.

Agora, em setembro, a prefeitura foi novamente ouvida e o prefeito Sérgio Meneguelli explicou que não vai mais haver licitação. Destacou que a antiga empresa vai continuar administrando a balsa de Itapina.

Com a exigência da Marinha de que sejam profissionais que trabalhem na balsa, nós pensamos, no início, em fazer uma licitação e até abrir concurso, porque nós não temos o cargo que a Marinha exige. Nós já tivemos a reunião com o proprietário e vamos fazer um contrato, ou seja, se não aparecer outra empresa, vamos fazer o contrato com eles e vai ficar em torno de R$ 9 mil

Meneguelli disse ainda que a previsão é que, até novembro, tudo esteja resolvido. “Se a Marinha aceitar um ajudante e um funcionário só, aí sim a gente fecha com a empresa e, assim que voltarem as águas do Rio Doce, volta a funcionar a balsa”, falou.

Sobre a estrada, a prefeitura disse que fez melhorias e que vai avaliar se precisa de mais. Mesmo com a população reclamando da falta de ônibus, a empresa disse que não teve aumento da demanda e que os horários atendem a necessidade.