Uma médica e um hospital de Itaperuna, no Rio de Janeiro, foram condenados pela Justiça do Espírito Santo a indenizarem a família de um paciente, de Bom Jesus do Norte, que morreu alguns dias após fazer uma biópsia na próstata. A esposa e cada um dos sete filhos do paciente receberão R$ 30 mil, totalizando uma indenização de R$ 240 mil para a família.

De acordo com os autos do processo, a família descreveu que após o paciente terminar o procedimento, começou a ter um sangramento grave.

A médica então foi acionada por três vezes, mas não foi verificar a situação, e mesmo sem ver o paciente, teria falado que o sangramento era normal e que poderia ocorrer a alta hospitalar.

A médica e o hospital foram condenados em segunda instância, após os desembargadores que compõem a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo analisarem o recurso dos réus e confirmarem a sentença que já havia sido dada pelo juiz da Vara Única de Bom Jesus do Norte.

Para o Relator do processo no TJES, Desembargador Jorge Henrique Valle dos Santos, não há no processo nenhum comprovante, por parte da médica ou do hospital, de que a conduta tenha sido diferente daquela descrita pela família do paciente.

“Comprovada a falha da prestação do serviço e o dano provocado aos autores/recorridos, os quais tiveram seu marido/pai vitimado a partir de complexidades decorrentes da realização de um exame tido como simples e sem complicações, situação esta que demandava uma reavaliação por parte do médico responsável e, por óbvio, o necessário cuidado e tratamento, serviço específico este que não cuidou a parte recorrente de demonstrar haver realizado”, destacou o desembargador.