A Justiça do Espírito Santo condenou uma empresa de concretagem a indenizar um ajudante de pedreiro em R$ 12 mil, por danos morais, e em R$ 5 mil, por danos estéticos. Ele foi ‘chicoteado’ pela mangueira de um caminhão de concretagem e jogado para fora da laje em que estava. Por isso, sofreu fratura exposta em um dos braços.

Segundo o processo, a vítima foi contratada para “bater uma laje” e o material, concreto usinado, seria fornecido pela empresa condenada.

Em determinado momento, foi pedido ao ajudante de pedreiro que segurasse a mangueira de espalhar a massa, que entupida, explodiu, arremessando o pedreiro sobre ferragens.

Na defesa, a empresa alegou culpa exclusiva da vítima e de terceiros, pedindo, ao final, que os pedidos do pedreiro não fossem acatados.

Porém, para o juiz da 2º Vara Cível de Cachoeiro de Itapemirim, ficou provado que o acidente aconteceu devido ao entupimento do equipamento de concretagem, o que foi atestado pelas testemunhas ouvidas.

No caso sob julgamento, resta comprovado que houve abalo na integralidade moral e psíquica do autor, em decorrência da lesão sofrida e do tempo em que ficou impossibilitado de manter sua vida cotidiana” concluiu o juiz.