Está faltando dinheiro para o município se manter”, afirma o Secretário Geral de Controle Externo do TCES, Rodrigo Lubiana Zanotti.

Sobre o fato de reduzir municípios, Zanotti diz que não existe ainda um estudo, mas que essa possibilidade não pode ser descartada. “Não fizemos nenhum estudo nesse sentido ainda. Nem nos compete dizer se deve ou não extinguir municípios ou realizar fusão de municípios, mas considerando a atual circunstância essa hipótese que tem que ser discutida”, disse.

Caso essa proposta seja apresentada e aprovada, municípios como Água Doce do Norte, por exemplo, que tem a situação mais crítica do Espírito Santo, pode voltar a pertencer a Barra de São Francisco.

Pela lei de Responsabilidade Fiscal, Água Doce do Norte está impedido de receber recursos de convênios.

Veja aqui a entrevista completa com Rodrigo Lubiana

Veja aqui matéria completa sobre a sugestão do TCES

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A área territorial de Água Doce do Norte foi doada, em 1949, pelo fazendeiro Domingos Marculino, que, de acordo com a vontade popular, teria emprestado seu nome à localidade. Mas acabou prevalecendo denominação ligada ao hábito daqueles moradores de servirem-se de um cafezinho tão ralo que se assemelhava a água doce.

A povoação de Água Doce do Norte, então pertencente ao município de Barra de São Francisco, foi criada em 11 de outubro de 1949, recebendo o status de distrito em 1931.

Em 6 de maio de 1988, pela Lei nº 4066, foi o município desmembrado do de Barra de São Francisco e em 1 de janeiro de 1989, instalado. Hoje o município tem mais de 12 mil habitantes (IBGE 2010).