A Secretaria de Estado de Saúde (SESA) deve tomar providências nos próximos dias quanto à retirada de uma considerável quantidade de móveis antigos que se encontram no pátio do Hospital Dra. Rita de Cássia Melgaço, no município de Barra de São Francisco.

O problema já dura dez anos, segundo a administração do hospital.

Levando em consideração que o Hospital Dra. Rita de Cássia é referência no atendimento da população da região, a situação destes móveis torna-se um risco para quem ali frequenta.

A preocupação aumenta devido ao período em que os móveis estão localizados no pátio da unidade, havendo grande risco de se tornar um foco de acúmulo de água, propício para a procriação de mosquito transmissor de Dengue e outras doenças, além do aparecimento de ratos e outras pragas.

Um problema assim não deveria ter tanta burocracia para se resolver. Um local que cuida da saúde da população não deve ser a causa de males maiores. Essa situação pode se tornar um risco para as pessoas, além de esteticamente ser prejudicial à unidade, o que tem gerado várias críticas da população.

Segundo o subsecretário de Estado da Assistência em Saúde, Fabiano Marily, há um processo em andamento para solucionar a situação, mas, por se tratar de trabalho que demanda levantamento de informações, baixas patrimoniais e descarte, há um trâmite  que demanda tempo. “Assim que essas etapas forem cumpridas a Secretaria de Estado da Saúde irá prontamente atender no sentido de retirar todo o mobiliário do local”, garante o subsecretário.

A Secretaria de Estado da Saúde agendou nesta terça-feira (20) uma reunião para a próxima quinta-feira (22/06), no auditório da SESA, com todos os representantes das áreas financeiras e de patrimônio das unidades de saúde do Estado para tratar do alinhamento  dos novos procedimentos referentes à movimentação física e contábil de bens patrimoniais, como: transferências de bens entre unidades da rede; procedimentos para baixas de bens patrimoniais; bens inservíveis e sucatas.

O HOSPITAL

A nova Gestão do Hospital Dra. Rita de Cássia, através do seu Diretor Geral, Gustavo Lacerda, informou que já foi realizado o levantamento de toda a sucata existente no HDRC e abriu processo interno para o descarte definitivo do material. “Como trata-se de material que pertence ao patrimônio do Estado do Espírito Santo, o processo é muito específico e criterioso”, disse o Diretor.

Gustavo Lacerda afirmou que a situação, que se arrasta há mais de 10 anos no HDRC, é uma preocupação desde o início de sua gestão e ressalta que todos estão prontos para dar celeridade ao processo e resolver definitivamente a situação.