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Texto: José Carlos Madureira

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Não é difícil encontrar em Barra de São Francisco, pessoas que um dia nadaram nas águas dos rios São Francisco e Itaúnas, dois dos mais importantes mananciais que cortam a cidade. Estas pessoas consideradas saudosistas, me informam e acrescentam que ainda na década de 70, banhar-se, lavar roupas e pescar, eram atividades corriqueiras de quem aqui morava.

Hoje fica impossível tais práticas já que o fedor e a cor das águas quesão provenientes desses rios, estão com péssima qualidade Passadas algumas décadas, o crescimento desordenado e a falta de políticas salutares para com estes locais, contribuíram para a quase morte desses mananciais. Eles agonizam em meio ao lixo, ao descrédito e a falta de competência de governantes e de secretários “catados a laço”, para compor politicamente o staf dos Prefeitos. Sem compromisso, e sem orçamento (vide o que foi destinado ao meio ambiente nos últimos orçamentos municipais), estão agonizando.

Em alguns países e até mesmo em cidades com menor arrecadação que Barra de São Francisco, a recuperação, limpeza, ajardinamento das margens e manutenção desses locais, transformaram os rios em locais de atração. Todo mundo quer tirar uma foto, com um jardim que se estende ao longo do rio. Assim, pássaros e animais mamíferos de pequeno porte, foram atraídos e resolveram ficar.

Em Barra de São Francisco, o então prefeito José Honório Machado, empreendeu a primeira recuperação das margens do Itaúnas, do perímetro que vai nas duas margens da Adelino Coimbra. Isso na década de 90, já que há quase 20 anos, nada foi feito para melhorar o visual local e muito menos recuperar uma das pontes alojada na rua Cel Djalma Borges que está sem grades de proteção há anos.

Uma sugestão seria o ajardinamento via gramados. A Prefeitura poderia buscar parcerias com empresas locais e recuperar estes espaços, além de mantê-los em constante manutenção. Um metro de grama custa menos do que custaria efetuar a limpeza das margens periodicamente falando. Além disso, deve-se espalhar lixeiras ao longo das margens e vigilância constante para se evitar todo tipo de lixo nos rios, inclusive, cobrar da Cesan a implantação de redes de esgoto em locais que ainda não existem.

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