1_anuqcu3_sr61tfhrh8xwjp5r5ckhlzmxcz1gjstocqvt-3963842Doze pessoas foram indiciadas pelo assassinato do soldado da Polícia Militar Ítalo Bruno Pereira Rocha, de 25 anos. Dentre os que foram responsabilizados pelo crime, sete já havia sido presos. Dos cinco restantes, três estão foragidos e para outros dois foi pedida a prisão preventiva.

O inquérito que apurava a morte foi concluído pelo delegado Janderson Lube, da Delegacia de Crimes Contra à Vida de Serra, na última sexta-feira (11).

Dos doze indiciados, onze pessoas vão responder por homicídio (triplamente qualificado), além de outros crimes, como associação criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, porte ilegal de arma, furto. Apenas um não responderá por homicídio, mas só por tráfico de drogas e associação para o tráfico. As informações são da assessoria da Polícia Civil.

O soldado foi executado a tiros e pedradas no dia 30 de agosto, no bairro Jardim Carapina, na Serra. Outro policial militar, que estava com Ítalo, foi baleado no braço. Câmeras de monitoramento da Prefeitura da Serra flagraram parte do cenário do crime.

Presos

Os sete primeiros indiciados foram presos poucas horas após o crime, e três deles confessaram ter participado da morte de Ítalo. Os gêmeos Fábio e Fabrício Barbosa da Cruz, 21, aparecem nas imagens das câmeras da prefeitura jogando pedras no corpo do soldado. Na casa deles, a polícia também encontrou o talão de cheques da vítima.

Já Yago Ribeiro Chaves, 23, foi reconhecido pelo PM sobrevivente. Ele é um dos homens que atirou contra as vítimas antes de Ítalo ser atacado com pedradas.

Para a polícia, os suspeitos, que pertencem à Gangue do Campo, disseram ter confundido os policiais com integrantes da Gangue do Ponto Final, grupo rival a eles. Todos negaram saber que as vítimas eram policiais militares.

Segundo Ruan Carlos Alves Rodrigues – acusado de ter apedrejado o soldado –, eles só souberam que a vítima era um PM quando a notícia se espalhou pelo bairro. Ele alega ainda que os militares já chegaram atirando no baile funk. Versão que não convenceu a polícia.

Já presos

1 – Yago Ribeiro Chaves

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado), furto e associação criminosa

2 – Fabricio Barbosa da Cruz

Homicídio triplamente qualificado (consumado, tentado), furto e associação criminosa

3 – Fabio Barbosa da Cruz

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado), furto e associação criminosa

4 – Weverton Silva Rodrigues

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado) e associação criminosa

5 – Leonardo Siqueira de Oliveira – o “Leo do Campo”

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado) e associação criminosa

6 – Weverton Siqueira, o “Robalinho”

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado) e associação criminosa

7 – Ruan Carlos Alves Rodrigues

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado e furto), associação criminosa e uso de drogas

Foragidos

1 – Eduardo Vinicius Gonçalves Moreira, o “Cade”

Homicídio triplamente qualificado (consumado, tentado) e furto, e associação criminosa

2 – Roberto Carlos Lourenço Cezar

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado), furto, associação criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico

3 – Alessandro Guimarães de Oliveira, o “Lelinha”

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado), furto, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e furto

Pedida a prisão preventiva

1 – Cleiton de Jesus Maia, o “Baiano”

Homicídio triplamente qualificado (consumado e tentado), furto, associação criminosa

2 – Giovani da Rocha de Andrade

Tráfico de drogas e associação para o tráfico