drama-no-hgl-paciente-vai-e-volta-para-sala-de-cirurgia-por-4-vezes-por-falta-de-material-1O Hospital Geral de Linhares dos sonhos que aparece nos comerciais da Prefeitura de Linhares está bem longe de ser realidade. E quem vive este drama de perto e na pele é a família do jovem Willian Rigoni, de 19 anos, da cidade de Rio Bananal. Ele sofreu um acidente de carro no dia 21 de março e desde então vive na peregrinação por uma cirurgia no braço e no fêmur. Ele já foi e voltou para a sala de cirurgia do hospital por quatro vezes. Os prontuários, além de mostrarem o vai e vêm do paciente, relatam o motivo da não cirurgia: falta de material.

Inicialmente, Willian foi levado para o Hospital Rio Doce devido à gravidade dos ferimentos. Ficou na UTI por 13 dias e outros 10 dias na enfermaria do hospital para se recuperar de uma pneumonia e de uma anemia. No dia 13 de abril ele foi transferido para o Hospital Geral. E foi aí que o drama da família começou. A orientação médica era para uma cirurgia no fêmur e no quadril. Durante todo este período quem está ao lado do jovem – dia e noite – é a sua mãe, Luciene.
De acordo com a família, desde o dia 15 de abril o diretor administrativo do HGL, Eduardo Brandão, e os responsáveis pelo setor ortopédico do hospital, também tem conhecimento da situação de Willian. Inclusive, um funcionário responsável pela entrega de material disse que ninguém da área médica havia solicitado “nenhum material” até o momento.
“Falta de placa cirúrgica”
Mas, Elaine Rigoni, irmã de Willian, contou que as indas e vindas da sala de cirurgia nunca possuem motivos claros. A primeira informação que ela conseguiu é que não existia placa cirúrgica para o procedimento do irmão.
“Mas como o caso dela era urgente, disseram que logo resolveriam”, reforçou Elaine. Mas, a mesma explicação foi dada nas outras quatro vezes que Willian foi e voltou para a sala de cirurgia.
“Não somos a equipe responsável”
Na última sexta-feira (24) Willian retornou a sala de cirurgia pela quarta vez após Elaine conseguir conversar com o diretor clínico do HGL, o médico Fernando Acher. Todos acreditavam que Willian, enfim, faria a intervenção cirúrgica. E para a surpresa da família, assim que chegou a equipe médica disse que não era a responsável por realizar as cirurgias de fêmur e quadril. “Mais uma vez meu irmão foi humilhado. Cadê a organização do Hospital? Cadê o material?”, questiona Elaine.
Desde sexta-feira, Willian continua aguardando pela cirurgia. A irmã do jovem disse que depois que procurou a imprensa e expôs a situação nas redes sociais, uma fisioterapeuta esteve no leito do irmão. “Até então este profissional não havia aparecido ainda”, disse.