Caso vem aconteagua_suja_patrimonio_12_11d54d85afcendo no distrito de Patrimônio 15, em Nova Vencécia.
Prefeitura informou que não tem verba para resolver a situação.

 

A simples ação de abrir a torneira para pegar água se tornou um problema para moradores da comunidade Patrimônio 15, localizada no interior de Nova Venécia, na região Noroeste do Espírito Santo. De acordo com eles, ao invés de um líquido limpo e incolor, a água que vêm sendo distribuída nas casas está completamente amarelada e não deveria estar sendo utilizada para atividades do dia a dia. Segundo a Secretaria de Obras do município, a prefeitura não possui verba para resolver a situação, mas vai pedir uma parceria técnica da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). Não foi estabelecido prazo para resolução do problema.

Quem depende dessa água para beber, cozinhar e se higienizar reclama da falta de qualidade do serviço de abastecimento. “A gente é obrigado a usar essa água. Quem tem condição, vai mais distante buscar uma água para beber. Agora que não tem condição, que é situação da maioria, 99% das pessoas, utiliza essa aqui”, disse a professora Margarida Zanotti, referindo-se à água amarelada.

Além das dificuldades para o consumo, os moradores dizem que lavar roupa também vem se tornando uma tarefa difícil. Peças que originalmente eram brancas vem ganhando manchas ou mudando de cor. “Imagina uma água dessa no estômago da gente, o que que pode acontecer?”, questionou uma moradora.

E se em casa o problema vem causando transtornos, os estabelecimentos comerciais também estão precisando se adaptar à situação. O comerciante Jecimar Mônico contou que os clientes chegam a fazer piada com o problema. “Servimos aos fregueses e eles perguntam se é água ou gasolina. Essa é a que eu utilizo para tudo, para beber, para lavar os copos, o banheiro, tudo”, disse.

Os moradores relataram que uma das caixas de distribuição localizadas no município foi limpa nesta semana. Com isso, a água está mais clara, mas ainda assim incomoda. “Você vai lavar os copos ou limpar outras coisas e é ruim. Até para lavar o bar fica difícil”, comentou o também comerciante Gilson Nogueira.

Ainda segundo eles, a estação que deveria fazer o tratamento da água que chega até cerca de 250 famílias da comunidade parece estar abandonada. “Essa situação é de conhecimento da prefeitura, da Cesan e do Ministério Público. A comunidade não tem condição humana e não tem recurso para arcar com isso. E isso foi iniciado pela Cesan”, voltou a criticar a professora Margarida Zanotti.

Procurada, a Cesan disse que o sistema de abastecimento na região é administrada pela própria comunidade e pela prefeitura. O Secretário de Obras do município, Jonas Caliman, informou que a prefeitura não possui recursos e materiais para resolver o problema, mas que a idade vai solicitar à Cesan uma parceria técnica. Porém, nenhum prazo foi dado para que isso ocorra.